PAPO NA CONFRARIA: C. RONALD SCHMIDT
1-O que te motivou a escrever?
Caro Pinheiro, eu só
nasci para ser poeta. Não tive motivação nenhuma. Aos oito anos comecei a
escrever versinhos publicados nos jornais da terra graças ao jornalista, amigo
do meu pai, chamado Antônio Sbissa. Até hoje, nunca tive motivo para escrever.
A coisa vem como um tornado. E eu só sei que escrevi após o vento desistir de
ser.
2-Cite três livros (e respectivos autores) mais significativos
em tua vida.
O
primeiro livro que amo até hoje é o Robinson Crusoé. Um solitário náufrago que
foi parar numa ilha (a nossa?). Na adolescência o Vermelho e o Negro, Balzac,
Os irmãos Karamazov, Proust; depois só poetas. Li, pelo menos um poema, de
todos os poetas importantes do mundo. Parece mentira, mas não é.
3-Indique um livro (Literatura Brasileira) para leitura de:
Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior.
Todos
os livros de Machado de Assis ( com exceção de A mão e a luva), até o ensino
superior.
4-Como se dá o processo da escrita em tua prática cotidiana?
Sento na poltrona,
espero uma frase. Se for a que meu espírito espera, toco pra frente e nem quero
saber se vai dar certo.
5-Fale sobre o apoio dispensado pelos setores público e privado
à literatura.
Para
eles só existe o dinheiro e a política.
6- Fale sobre o papel
das Academias de Letras em relação à Língua e à Literatura.
As
Academias são importantíssimas quando não são como a Brasileira, cheia de
medíocres como o nordestino pai dos Marimbondos de Fogo. Vamos fazer a língua
conforme ela vai rolando para o futuro. Língua e literatura não são coisas que
se confundam para dizer o que o ser humano deve dizer para sempre.
(*)
Ocupante da Cadeira 25 da Academia Catarinense de Letras.
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X-X-X-X-X-X-X-X-X-X
CANÇÃO DE
ASSOBIAR SOZINHO
Correm notícias sobre a vida
na incontida chuva que se esvai,
e assim a poesia preferida
sufoca e se derrama nesse mar.
Fala-se do tempo nas esquinas,
palavras vãs; meninas sem pudor.
Fala-se também do amor
com ares de felicidade e afeto.
Da paixão passa-se ao largo,
amargo doce de viver e requerer saudade.
Canção de assobiar sozinho
caminhando pelas ruas da cidade.
Marco
Araújo, Poemas à Flor da Pele vol. 5, p. 120, 2013)
X-X-X-X-X-X-X-X-X-X
“CAMINANDO
POR LAS CALLLES”... (Rui Bittencourt)
BUENOS AIRES REVISITADA.
Somados, aniversário familiar e uma das maiores feiras
de livros do mundo, nos levaram – mais uma vez –
à capital portenha. Renova-se o encanto...!
Piazzolla, na letra de seu clássico “Balada para um Loco”, saiu de casa
em Arenales – “las tardecitas de Buenos Aires tienem ese que se yo,
viste”? - e, caminhando pelas ruas, não demora cruza com um nada
discreto louco, que sai detrás de uma árvore, pintado, meio melão na
cabeça, bandeirinha de táxi livre em cada uma das mãos...e no entanto
parecia que só ele (Piazzolla) o via.
O doido faz reverência, tira o melão da cabeça, lhe dá de presente uma
bandeirola e, meio cantando, meio voando, diz: “Yo sé que estoy pintao,
pintao, piantao(*)...no ves la luna rodando por Callao...Yo miro a Buenos
Aires del nido de um gorrión(**) ”
(*) - louco, pinéu / (**) – ninho de pardal.
Bela capital a dos vizinhos argentinos. Eterna, sempre com agradáveis
surpresas.
Depois de um bom tempo a revisitamos, tiramos fotos...e gastamos sola (do
sapato) . Nas imediações de Junín e Córdoba residimos por dois longos
anos, eu estudante em pós-graduação e Teca, minha mulher, dando aulas de
português no CEB (Centro de Estudos Brasileiros), órgão cultural da
Embaixada do Brasil. Predio antigo, de saudosa lembrança, a diretora era
ninguém menos que Maria Julieta Drumond de Andrade, filha do grande
poeta/escritor mineiro Carlos Drumond de Andrade...mas essas são outras
estórias.
Os Gipsy Kings também foram adaptados e cantados na portuária BsAs em seu
“caminando por la calle yo te vi, y un dia me enamoré de ti”...
Tenho comigo, até hoje, que a grande magia de Buenos Aires é caminhar
descompromissado por suas ruas e amplas avenidas. Pegar o sol na face,
olhar vitrines, o vai e vem do ser humano bem trajado e...numa loja
qualquer de discos, parar, fechar os olhos, ouvindo o som maravilhoso de
“La Cumparsita”, de Gardel (preferida de meu pai), ou o bandoneón vibrante
das baladas de Piazzola, seus “Invierno y Verano Porteños”, sem falar
da melódica Adiós Nonino, excepcional, de encher os olhos de lágrimas.
Seguir em frente, “caminando, volando”, cantarolando pelas ruas, aguardar o
sinal abrir, as pessoas, o clássico no vestir, as belas construções, Santa
Fé, Marcelo Alvear, a peatonal Lavalle, mesmo a comercial calle Florida.
Volta e meia inala-se o aroma sutil dos tantos cafés existentes, de suas
empanadas ,“media lunas”. Muito bom curtir as típicas mesinhas de
calçada...toalhas xadrez, a senhora elegante tomando chá, lendo Clarín, La
Nación...um livro surrado.
Paradisíaca para os que gostam de ler, descobrir preciosidades em seus
recônditos sebos torna-se um prazer inenarrável, sem falar da livraria El
Ateneo, na callle Santa Fé, a segunda mais linda do mundo, ricamente
decorada, com balcões, sacadas, adaptada que foi de um antigo teatro.
Detalhe, por esses dias, é que até 13 de maio, em Palermo (La Rural)
acontece a maior feira de livros do mundo de língua hispânica – Feria
Internacional del Libro - um show literário à parte, em espaço gigantesco,
45 mil metros quadrados em área coberta de pura cultura.
Sem exageros, deve-se reservar uma tarde inteira e noite adentro para, sem
pressa, tudo ver, folhear, bisbilhotar e comprar...pois os preços são
ótimos.
Há os que dizem que muito de seu glamour perdeu-se com o tempo. Como soe
acontecer em geral com as grandes cidades, a questão segurança requer um
pouco mais de atenção, mas o centrão é seguro, bem policiado.
As ecléticas construções mantém-se intactas, em nosso entender o Cabildo, na
praça central, e o antigo prédio das Obras Sanitárias de La Nación, este na
Av. Córdoba, dos teatros, são imperdíveis.
Recoleta, Caminito, Plaza San Martin, de Mayo, Palermo Verde, Viejo, a
imponente catedral do papa Bergoglio, não podem deixar de ser visitadas.
Shows de tango em diversos locais, é imperdível um final de tarde em Puerto
Madero, sua “Puente de La Mujer”, navio/museu Sarmiento atracado, iluminado,
e jantar à luz de velas. Depois pegar um táxi e, em questão de minutos,
parecendo retroceder um século no tempo, visitar San Telmo, suas ruas
calçadas com pedras que refletem a luz das luminárias, histórica praça
central, Dorrego e, nas mesinhas ao ar livre, rodeada de bares e
antiquários, sentar, ouvir bandas de jazz, tangos e grupos folclóricos com
suas flautas e batuques. Ótimo momento para uma jarra (“pincher”)
transbordante da boa cerveja Quilmes ou dos excelentes espumantes
“criollos”...ou os ótimos vinhos de Mendoza.
Aos domingos nessa mesma praça acontece tradicional Feira de
Antiguidades.
Calle Florida, avenida 9 de Julio e parte de Santa Fé estão em obras, um
pouco incômodo, além das insistentes ofertas de “cambio, cambio...dolar,
reales”, frente à moeda local desvalorizada.
Manifestações políticas podem ocorrer a qualquer momento, em qualquer lugar,
mas sem problemas, é só fazer-se um desvio entre as tantas opções no
quadriculado de ruas centrais.
Garimpar, o que turista muito faz, também é ótima opção na capital portenha.
Avenida de Mayo, sapatos, botas, roupas baratas no Onze, Palermo, outlets na
Córdova, aproveitando seus cafés e ótimos restaurantes, que existem por
todos os lados – descubra o seu - servindo suculentos bifes de chorizo,
papas fritas e o emblemático tinto Malbec.
Não é uma opção para todos, mas a chic Recoleta com seus apartamentos de
luxo, cafés e restaurantes sofisticados, também é “dona” do famoso
cemitério La Recoleta. É o mais antigo e aristocrático, conhecê-lo e seus
ricos mausoléus é ver passar a história da cidade. Em seus quase seis
hectares estão sepultados heróis da Independência, presidentes da República,
militares, cientistas,artistas e...Evita Perón. Perón, o maridão, tem seu
mausoléu em São Vicente, terra natal, 50 km ao sul da capital.
O maior cemitério da América Latina, no entanto, é o de Chacarita, onde
descansam os geniais Carlos Gardel, Piazzolla, também digno de visita,
como milhares de fãs do tango do mundo inteiro o fazem.
“Viajar é investir em felicidade”.
“Veni, Volá, Vení...”
Viver Buenos Aires, entre as cidades mais turísticas do mundo, é fazer jus
ao ditado.
BUENOS AIRES REVISITADA.
Somados, aniversário familiar e uma das maiores feiras
de livros do mundo, nos levaram – mais uma vez –
à capital portenha. Renova-se o encanto...!
Piazzolla, na letra de seu clássico “Balada para um Loco”, saiu de casa
em Arenales – “las tardecitas de Buenos Aires tienem ese que se yo,
viste”? - e, caminhando pelas ruas, não demora cruza com um nada
discreto louco, que sai detrás de uma árvore, pintado, meio melão na
cabeça, bandeirinha de táxi livre em cada uma das mãos...e no entanto
parecia que só ele (Piazzolla) o via.
O doido faz reverência, tira o melão da cabeça, lhe dá de presente uma
bandeirola e, meio cantando, meio voando, diz: “Yo sé que estoy pintao,
pintao, piantao(*)...no ves la luna rodando por Callao...Yo miro a Buenos
Aires del nido de um gorrión(**) ”
(*) - louco, pinéu / (**) – ninho de pardal.
Bela capital a dos vizinhos argentinos. Eterna, sempre com agradáveis
surpresas.
Depois de um bom tempo a revisitamos, tiramos fotos...e gastamos sola (do
sapato) . Nas imediações de Junín e Córdoba residimos por dois longos
anos, eu estudante em pós-graduação e Teca, minha mulher, dando aulas de
português no CEB (Centro de Estudos Brasileiros), órgão cultural da
Embaixada do Brasil. Predio antigo, de saudosa lembrança, a diretora era
ninguém menos que Maria Julieta Drumond de Andrade, filha do grande
poeta/escritor mineiro Carlos Drumond de Andrade...mas essas são outras
estórias.
Os Gipsy Kings também foram adaptados e cantados na portuária BsAs em seu
“caminando por la calle yo te vi, y un dia me enamoré de ti”...
Tenho comigo, até hoje, que a grande magia de Buenos Aires é caminhar
descompromissado por suas ruas e amplas avenidas. Pegar o sol na face,
olhar vitrines, o vai e vem do ser humano bem trajado e...numa loja
qualquer de discos, parar, fechar os olhos, ouvindo o som maravilhoso de
“La Cumparsita”, de Gardel (preferida de meu pai), ou o bandoneón vibrante
das baladas de Piazzola, seus “Invierno y Verano Porteños”, sem falar
da melódica Adiós Nonino, excepcional, de encher os olhos de lágrimas.
Seguir em frente, “caminando, volando”, cantarolando pelas ruas, aguardar o
sinal abrir, as pessoas, o clássico no vestir, as belas construções, Santa
Fé, Marcelo Alvear, a peatonal Lavalle, mesmo a comercial calle Florida.
Volta e meia inala-se o aroma sutil dos tantos cafés existentes, de suas
empanadas ,“media lunas”. Muito bom curtir as típicas mesinhas de
calçada...toalhas xadrez, a senhora elegante tomando chá, lendo Clarín, La
Nación...um livro surrado.
Paradisíaca para os que gostam de ler, descobrir preciosidades em seus
recônditos sebos torna-se um prazer inenarrável, sem falar da livraria El
Ateneo, na callle Santa Fé, a segunda mais linda do mundo, ricamente
decorada, com balcões, sacadas, adaptada que foi de um antigo teatro.
Detalhe, por esses dias, é que até 13 de maio, em Palermo (La Rural)
acontece a maior feira de livros do mundo de língua hispânica – Feria
Internacional del Libro - um show literário à parte, em espaço gigantesco,
45 mil metros quadrados em área coberta de pura cultura.
Sem exageros, deve-se reservar uma tarde inteira e noite adentro para, sem
pressa, tudo ver, folhear, bisbilhotar e comprar...pois os preços são
ótimos.
Há os que dizem que muito de seu glamour perdeu-se com o tempo. Como soe
acontecer em geral com as grandes cidades, a questão segurança requer um
pouco mais de atenção, mas o centrão é seguro, bem policiado.
As ecléticas construções mantém-se intactas, em nosso entender o Cabildo, na
praça central, e o antigo prédio das Obras Sanitárias de La Nación, este na
Av. Córdoba, dos teatros, são imperdíveis.
Recoleta, Caminito, Plaza San Martin, de Mayo, Palermo Verde, Viejo, a
imponente catedral do papa Bergoglio, não podem deixar de ser visitadas.
Shows de tango em diversos locais, é imperdível um final de tarde em Puerto
Madero, sua “Puente de La Mujer”, navio/museu Sarmiento atracado, iluminado,
e jantar à luz de velas. Depois pegar um táxi e, em questão de minutos,
parecendo retroceder um século no tempo, visitar San Telmo, suas ruas
calçadas com pedras que refletem a luz das luminárias, histórica praça
central, Dorrego e, nas mesinhas ao ar livre, rodeada de bares e
antiquários, sentar, ouvir bandas de jazz, tangos e grupos folclóricos com
suas flautas e batuques. Ótimo momento para uma jarra (“pincher”)
transbordante da boa cerveja Quilmes ou dos excelentes espumantes
“criollos”...ou os ótimos vinhos de Mendoza.
Aos domingos nessa mesma praça acontece tradicional Feira de
Antiguidades.
Calle Florida, avenida 9 de Julio e parte de Santa Fé estão em obras, um
pouco incômodo, além das insistentes ofertas de “cambio, cambio...dolar,
reales”, frente à moeda local desvalorizada.
Manifestações políticas podem ocorrer a qualquer momento, em qualquer lugar,
mas sem problemas, é só fazer-se um desvio entre as tantas opções no
quadriculado de ruas centrais.
Garimpar, o que turista muito faz, também é ótima opção na capital portenha.
Avenida de Mayo, sapatos, botas, roupas baratas no Onze, Palermo, outlets na
Córdova, aproveitando seus cafés e ótimos restaurantes, que existem por
todos os lados – descubra o seu - servindo suculentos bifes de chorizo,
papas fritas e o emblemático tinto Malbec.
Não é uma opção para todos, mas a chic Recoleta com seus apartamentos de
luxo, cafés e restaurantes sofisticados, também é “dona” do famoso
cemitério La Recoleta. É o mais antigo e aristocrático, conhecê-lo e seus
ricos mausoléus é ver passar a história da cidade. Em seus quase seis
hectares estão sepultados heróis da Independência, presidentes da República,
militares, cientistas,artistas e...Evita Perón. Perón, o maridão, tem seu
mausoléu em São Vicente, terra natal, 50 km ao sul da capital.
O maior cemitério da América Latina, no entanto, é o de Chacarita, onde
descansam os geniais Carlos Gardel, Piazzolla, também digno de visita,
como milhares de fãs do tango do mundo inteiro o fazem.
“Viajar é investir em felicidade”.
“Veni, Volá, Vení...”
Viver Buenos Aires, entre as cidades mais turísticas do mundo, é fazer jus
ao ditado.
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LI E
RECOMENDO-pn (6)
DEDO DE MOÇA
Somente
em novembro deste ano tive a
oportunidade de conhecer Dedo de Moça, uma
antologia das escritoras suicidas.
Organizada por Florbela de Itamambuca, de Ubatuba/SP e Silvana
Guimarães, de Belo Horizonte/MG. o livro, lançado pela Terracota de São Paulo
em 2009, como a grande maioria das
edições brasileiras, padece da falta de
distribuição em território nacional. Nós de cá não conhecemos os (as) de lá e
vice versa. Visitei todas as livrarias de Floripa e nenhuma possui um único
exemplar.
Recebi
o livro como presente de minha amiga do face, uma de suas integrantes, Valéria
Tarelho, poeta de quem falarei posteriormente, e não mais o larguei. Está
sempre comigo.
Falar
sobre “Dedo de Moça” é falar necessariamente sobre um dos melhores sites literários
hoje na web, o Escritoras suicidas.
Não
conhecia nem um nem outro. Quiçá tenha transitado en passant por algum trabalho de alguma das integrantes em outras
publicações ou mesmo referências, não lembro.
Trinta
autoras, mulheres assumidamente escritoras, feminina ou masculinamente falando,
já que alguns escritores transitaram e/ou transitam camuflados junto delas,
dando uma dimensão das mais democráticas ao livro, em termos de gênero.
São
textos – contos e poemas – escritos com uma força literária digna de escritores
já consagrados pela crítica mundial. Sensibilidade e rudeza, sonho e realidade,
encantamento e crueza (frieza) são ingredientes que perpassam os textos e
através deles nos prendem e comovem.
Escritoras
suicidas: algumas passaram, muitas passarão, outras passarinhas.
Tornei-me
um fã, um fanático.
A
banalidade está presente hoje na maioria dos poemas. Grande parte dos que se
dizem poetas nem consegue escrever poemas. Pensa que o faz mas não. Poucos são
originais. Pouquíssimos conseguem perpassar as figuras de linguagem, trabalhar
corretamente a língua, transitar pela metalinguagem.
Sabemos
que nada é novo, que tudo já foi escrito sobre tudo. O que nos resta, daqui
para a frente, é tentar imprimir a nossa
maneira de ver poeticamente o mundo, com originalidade, com impecabilidade
linguística e com utilização criativa das metáforas e demais figuras de
linguagem. E isso, as integrantes do livro o fazem muito bem. Grande parte do
que resta é mesmice, meleca.
x-x-x-x-x-x-x-x-x
CONFRARIA DO POEMA-pn
NATAL 2013
Neste Natal
- nascido esperança –
renovam-se votos
na crença
nos homens
na humanidade.
Todo sofrimento
todo sacrifício
de novo [re]lembrados.
Atos [re]pensados
fatos [re]vividos.
mãegedoura [re]visitada
mar[tí]rio aquecido.
(Pinheiro Neto/2013)
UM FELIZ NATAL E UM 2014
PLENO DE ALEGRIAS, SAÚDE, PAZ, AMOR E SUCESSO!!!!!!!