quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Edição nº. 57








 PAPO NA CONFRARIA : SALOMÃO RIBAS JUNIOR



1) O que te motivou a escrever?
O que me motivou a escrever e me motiva é a necessidade. No começo a necessidade de provar a mim mesmo que sabia escrever. Depois, a necessidade de ser aprovado na escola. Ao mesmo tempo a necessidade de ganhar dinheiro como redator de rádio e jornal. E hoje a necessidade de buscar a perenidade ou mesmo a eternidade. O escritor sonha em viver eternamente nos seus escritos. Não acreditem em quem disser que quer mudar o mundo.

2) Cite três livros (e respectivos autores) mais significativos em tua vida.
Muitos livros me impressionaram. Reduzir a apenas três é difícil. Digamos que entre aqueles tantos posso destacar: O Egípcio (Milka Waltari), o primeiro livro que li; O Homem Medíocre (José Ingenieros) que me afastou da rotina intelectual e Raízes do Brasil (Sergio Buarque de Holanda) que me ensinou os primeiros passos para compreender o Brasil e os Brasileiros.

3) Indique um livro (Literatura Brasileira) para leitura de: Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior.
Para o ensino fundamental recomendo “O Sítio do Picapau Amarelo” de Monteiro Lobato.
Para o ensino médio “Aos Espanhóis Confinantes” de Othon D’Eça.
Para o ensino superior “Geração do Deserto” de Guido Wilmar Sassi. 

4) Como se dá o processo da escrita em tua prática cotidiana?
Sou muito lento na produção literária. E escrevo pouco nas colaborações jornalísticas. Os meus últimos livros foram ensaios sobre administração, controle público, ética e combate a corrupção. O maior desafio foi pesquisar, ler cerca de 300 livros e escrever tese de doutorado sobre corrupção pública e privada. Procurei conciliar a linguagem acadêmica com texto jornalístico. Felizmente, mereci aprovação “cum laudem” da Universidade de Salamanca. Agora, espero escrever um pouco mais no campo literário. Especialmente para os meus netos estou contando algumas historias de minha infância. 

5) Fale sobre o apoio dispensado pelos setores públicos e privado à literatura.
O incentivo à literatura é pequeno. O poder público, por dever, deveria fazer bem mais do que faz. A iniciativa privada, ainda que por interesse, poderia destinar mais recursos a programas de apoio à literatura. Algumas empresas poderiam destinar alguma coisa porque não investem rigorosamente nada. O pouco que entregam é fruto da renúncia fiscal (incentivos). Não recolhem os impostos e agem como modernos mecenas. Isto é, do seu, não sai nada ou sai pouco.
Do lado do poder público a alocação de recursos para apoiar a literatura não é destacada nas leis (LDO, LOA e PPA). É item perdido entre as dotações para cultura, conceito muito amplo. Bastaria asfaltar meia dúzia de quilômetros a menos, o que em nada altera o programa rodoviário e teríamos cerca de R$ 7 milhões para apoiar a literatura. E outras áreas culturais.        

6) Fale do papel das Academias de Letras em relação à Língua e à Literatura.
As Academias de Letras deveriam ter um papel mais eficaz na defesa da língua portuguesa e no apoio à produção, edição e distribuição de livros. Muito é tentado, reconheçamos, mas há uma certa distância entre as academias e as escolas em geral e universidades em particular. Também é grande a distância com os escritores não integrantes das academias.
Essas distâncias precisam encurtar. É necessária uma aproximação maior com a mídia, em especial a eletrônica. São grandes usuários e difusores da língua. Os seus acertos e erros influenciam a língua falada. Somos muito ausentes do mundo eletrônico que nos cerca. E aí falhamos na parte que nos cabe na defesa da língua.     


(*) Ocupante da Cadeira 38 da Academia Catarinense de Letras.



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POEMAS À FLOR DA PELE, VOLUME 8

REGULAMENTO ( PARTICIPE, AINDA DÁ TEMPO)
  

Nome: Antologia Poemas à Flor da Pele, volume 8
Capa: cordas que lembrem o infinito, ideia da autora e artista digital Iara Pacini
Convidados especiais para o prefácio e orelhas:

Dyandreia Portugal – Rio de Janeiro/RJ (prefácio)
Marco Araujo Porto Alegre/RS (orelha)
Pinheiro Neto – Florianópolis/SC (Orelha)
Sonia Maria Grillo - Vitória/ES -  apresentação
Texto contracapa – Leinecy Pereira Dorneles – Rio Grande/RS

As condições para os escritores participarem são as seguintes:

1 - O volume 8 é promovido por Poemas á Flor da Pele, Editora Somar, realizado em Porto Alegre/RS, responsáveis pela promoção e edição de autores no Brasil.

2 - Estão abertas as inscrições para 30 autores a partir de 15 de dezembro de 2013 a 28 de fevereiro de 2014. Caso o número de participantes ideal seja atingido, as inscrições poderão ser encerradas antecipadamente.  

3 - Poderão participar da antologia todas as pessoas físicas maiores de 16 anos, de qualquer nacionalidade ou residentes em qualquer país, desde que escreva em Língua Portuguesa.

4 – o tema será livre e composto por diversos gêneros literários, sendo que o escritor pode enviar contos, poemas, trovas, haicais, sonetos, crônicas ou outros.

5 - TEXTOS E VALORES

A participação se dará no sistema de cotas, sendo que cada autor deverá proceder ao pagamento da seguinte forma:

Poesia:
- 1 página = 1 poema = foto = um contato = 5 livros = R$ 100,00
- 3 páginas = 3 poemas = foto = um contato = 15 livros = R$300,00
- 5 páginas = 5 poemas = foto = um contato = 20 livros = R$ 500,00

Contos e Crônicas:
- 1 página = 1 conto ou uma crônica= 1 foto = contato = 5 livros = R$ 100,00
- 2 páginas = 1 conto ou uma crônica = 1 foto = contato = 10 livros = R$ 200,00;
Acima de duas páginas, na formatação final, será acrescido sempre cinco livros e o valor de R$ 100,00 por página;

- Os sócios da Associação Cultural Poemas à Flor da Pele terão 20% de desconto, no valor da antologia, desde que em dia com a Entidade;

6 – Informações gerais:

- Os textos recebidos serão examinados por comissão de escritores da Poemas. A avaliação se dará com base nos seguintes critérios: criatividade e originalidade do texto, qualidade e correção do mesmo.

- Os textos devem vir obrigatoriamente revisados, e mesmo assim, será feita análise por pessoa habilitada ou professor, de acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa;

- Ao se inscrever na Antologia o autor autoriza automaticamente a veiculação de seu texto e imagem, sem ônus para a Editora Somar nos meios de comunicação existentes ou que possam existir com a intenção de divulgar a antologia.

- Os participantes concordam em autorizar, pelo tempo que durar a antologia com a editora, que a organização faça uso do seu texto, suas imagens, som da voz e nomes em mídias impressas ou eletrônicas para divulgação da Antologia, sem nenhum ônus para os organizadores, e para benefício da maior visibilidade da obra e seu alcance junto ao leitor.
- É de total responsabilidade dos participantes a veracidade dos dados fornecidos à organização da Antologia.
- Não serão aceitos textos política ou religiosamente tendenciosos, que expressem conteúdo racista, preconceituoso, que façam propaganda política ou contenham intolerância religiosa de culto ou ainda possuam caráter pornográfico.
- Não serão aceitos textos que possam causar danos a terceiros ou que divulguem produtos ou serviços alheios.
- Os textos não deverão ter ilustrações ou gráficos.
- O ISBN é o registro feito pela Editora, mas o ideal é que os autores façam o registro de suas obras junto à Biblioteca nacional.

7  – Outras informações
- Participantes das antologias anteriores (mínimo 3 edições anteriores a novembro de 2013 e/ou  sócios Poemas à flor da Pele) pagarão o preço especial de R$ 80,00 (oitenta reais, a página ). Os pagamentos poderão ser feitos à vista ou em duas parcelas. Sendo o primeiro pagamento até 31 de dezembro de 2013.

- Os valores acima de R$ 300,00 poderão ser parcelados em até duas vezes, a partir de JAN A FEV/2014, sendo obrigatório o pagamento até fevereiro de 2014, que poderão ser pagos em depósitos na conta da Editora Somar
Caixa Federal
Editora Somar
Ag. 0428
operação 003
conta 2471-8

- o comprovante deverá ser obrigatoriamente escaneado e enviado para o e-mail somareditora@gmail.com ou em cheques para o endereço que será informado na adesão do poeta, por e-mail.
- Os poemas deverão ter no máximo 25 linhas e enviados em fonte 12, em Times New Roman;
- enviar uma minibiografia de no máximo 10 linhas, na terceira pessoa, (A4, letra Times New Roman 12);
- enviar uma foto com boa resolução e o e-mail para divulgação;
- não incluiremos links;
- os autores interessados em narrativas que tiverem mais de cinco páginas favor entrar em contato prévio para a negociação do valor;
- os poemas deverão vir revisados;
– os autores ao aderirem por e-mail, concordam automaticamente com as regras de participação na Antologia Poemas à Flor da Pele, volume 8.

8 - PRAZO DE ENTREGA E PAGAMENTO DO MATERIAL:

- o prazo da remessa dos poemas para a antologia oito, Poemas à Flor da Pele, é dia 28 de fevereiro e o pagamento final, consequentemente;
- esclarecemos que prazos são importantes para evitar prejuízos para ambas as partes;
- em caso de desistência de participação na antologia, os valores pagos até 10 janeiro pelos autores, serão devolvidos integralmente;
- após essa data não haverá ressarcimento do valor pago, pois cobre despesas de organização, formatação, capa, registro, issbn, entre  outros; 
- é preferível que a pessoa já envie o valor da remessa junto com os valores da antologia, para assim que estiver pronto o livro ser encaminhado o mais rapidamente possível ao autor, que são R$ 20,00 para 5 livros, R$  30, 00 para 10 livros, R$ 45,00 para 15 livros e R$ 70,00 para 20 livros, de acordo com as tabelas fornecidas pelo correio  ;
- qualquer dúvida a respeito de pagamentos favor entrar em contato pelo e-mail somareditora@gmail.com  ou  heisoninha@gmail.com ou pelo telefone  51-82230759;

  
Soninha Porto
Editora Somar
Poemas à Flor da Pele
somareditora@gmail.com
poemasflordapele@gmail.com
fone: 51-82230759


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O QUE IMPORTA

O meu medroso hímen – oh que pena
não teres sido tu que o golpeaste

o que importa porém veio depois
o que importa foram as labaredas
que soubeste atear em meu pudor
       foram aquelas noites desvairadas
       de carne e de alma conjugadas
       a vararem três lúbricos decênios

o que importa, amor, é este himeneu
- sem os ritos falazes do primeiro –
que juntos celebramos tu e eu.

(Maura de Senna Pereira, Sete poemas de amor, Edições Sanfona, 1985)


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SETE PORÇÕES CIRCULARES


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E então? e então ruma-se para o outro lado da cidade, mais brilhante, mais ameno (?) e é aí que as coisas acontecem, pois haverá o medo que pode se esconder atrás de qualquer fisionomia e olhos e cabelos – o arrepio – e talvez a coceira retorne e a formiguinha também, já que os ladrilhos dessa caminhada são um pouco mais escuros e antigos, toscos mesmo e há toda uma história atrás disso – os passos – quantos deveriam ter sido gastos. Até a transformação, o asfalto bruto, o petróleo. E já começam a existir novamente os alaridos, os lábios, os batons, agora novos, bem vivos e chamativos e até uma ponta de vergonha, de moderação nesse momento, mas sabe-se que... e não adianta relutar com o tempo e deve-se deixar o barco correr já que Georgia está sempre presente mesmo não estando, mas nem por isso deixam-se as armas em casa, o que seria ingenuidade fatal.

(Vinícius Alves, Edições Sanfona, 1986)


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DA SÉRIE “PARA [SÓ]RIR” (recebi de Terezinka Pereira)

A professora pergunta ao aluno:
- Quem escreveu "Os Lusíadas"???...
E o aluno, gaguejando:
- Não sei, professora, mas eu não fui...
E começa a chorar.
A professora, furiosa, diz:
- Pois então, quero falar com o teu pai!
E faz ao pai a queixa:
- Não entendo, perguntei ao seu filho quem escreveu "Os Lusíadas" e ele
respondeu-me que não sabia, que não foi ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não
foi. Já se fosse o irmão, aquele sim é danado...
Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na
passagem pelo posto local da Guarda Civil, encontra com o comandante, que
lhe diz:
- Parece que o dia não correu muito bem para a senhora...
- Pois então, imagine o senhor que perguntei a um aluno quem escreveu "Os
Lusíadas"
 e ele respondeu que não sabia, que não foi ele, e começou a
chorar.
E o comandante:
- Não se preocupe!!!... Chamamos pra cá o moleque, damos-lhe um "aperto" e vai ver como ele confessa tudo.
Com os cabelos em pé, a professora chega em casa e encontra o marido sentado no sofá, lendo o jornal. O marido pergunta:
- Então, como foi o seu dia???...
- Ora, deixe ver. Eu perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas";
começou a gaguejar, disse que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a
chorar. Chamei o pai, que me disse que ele não mente. O comandante da Guarda Civil quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei de fazer???...
O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vai ver que você
mesma escreveu e já nem se lembra mais!!!...

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CONFRARIA DO POEMA-pn

Teces o verso
sem [es]camas.
O verbo,
escamo[teias],
ar[r]anhas.

(Nano poema, Pinheiro Neto, 10/02/2014)







terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Edição nº. 56








PAPO NA CONFRARIA: GILBERTO GERLACH


1-O que te motivou a escrever?

Comecei a me estender mais na escrita com assunto relacionado a Cinema. Já na minha infância dava minhas impressões sobre um filme assistido. Isto se prolongou pela adolescência até que, entre meus 40 e 60 anos o fazia semanalmente, através do Jornal O ESTADO.
A partir de 1979, pelo lançamento de VIAJANTES ESTRANGEIROS NA ILHA DE SC (Ed. Assembleia Legislativa SC), passei tb a me dedicar sobre o tema do passado da Ilha, os navegadores, a comunidade, etc.
Que resultaram nos livros-álbum DESTERRO e SÃO JOSÉ DA TERRA FIRME. Estando no momento debruçado sobre a história da COLONIA ALEMÃ BLUMENAU (em livro-álbum de 800 pgs) e FLORIANÓPOLIS (idem, 732 pgs, os 30 primeiros anos da Cidade).




2-Cite três livros (e respectivos autores) mais significativos em tua vida.

Creio terem sido estes três livros que mais me marcaram nos meus 18 anos: "O Vermelho e o Negro" (Stendhal); "Bodas em Tipasa" (Camus); "Minha Vida e outras lembranças" (Unamuno).



3-Indique um livro (Literatura Brasileira) para leitura de: Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior.

a) "A Superfície" (Ricardo Hoffmann)
b) "Nur" (Salim Miguel)
c) " Mistério de Santa Catarina" (Rodrigo de Haro)


4-Como se dá o processo da escrita em tua prática cotidiana?

Dedico-me a montar minhas impressões textuais ou visuais (fotografias, pinturas, etc) quando estou bastante descansado e pelas madrugadas quando não há a possibilidade de soar o telefone.
É um processo lento pois exige uma maturação, tanto com relação à escrita qto à escolha e montagem das imagens.


5-Fale sobre o apoio dispensado pelos setores público e privado à literatura.

Infelizmente o poder público esta cada vez mais cego com relação `a literatura praticada pelos catarinenses. Basta ver que a Lei Grando não está sendo aplicada. Creio que falta neste setor uma equipe de conhecedores do assunto e não políticos nomeados pela força de partidos.


6- Fale sobre o papel das Academias de Letras em relação à Língua e à Literatura.

As Academias são tentáculos que deveriam ter mais apoio para que pudessem fazer bem o papel de selecionar o que deva ser divulgado, insuflando nas Escolas, nos três níveis, o gosto pela língua falada, pela escrita produzida.


(*) Ocupante da Cadeira 17 da Academia Catarinense de Letras.













Descrição: https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif
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ESTUPRO


O outro lado da face
Era o que restara,
Por isso agarrou a sorte
Das mãos livres
Num lampejo de bicho mulher,
Que sem honra revida
E mata a violência
Para livrar a cara!

A plástica refaz a máscara
O direito absolve o ato,
Mas de fato, quem curará
A alma?


(Ana Luiza, Poemas à Flor da Pele vol. 7, p. 62, 2013)


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AMO ATÉ OS PASSARINHOS


Olhando este lindo mar, só posso relembrar da época em que minha mãe admirava estas ondas, vivas e com um branco azulado transformando nossas manhãs praianas num dos momentos mais felizes que vivi, quando Filipe e Bruno exigiam de mim o banho de mar todos os dias. Isto acontecia nos meses de dezembro até fevereiro, quando ainda estávamos de férias, eu era professora do Colégio Cristo Rei e Quintino Rizzieri e eles estudavam no CCR. Que época feliz! São momentos inesquecíveis e já se passaram 18 anos. Imagino que em algum lugar do mundo, alguém está relembrando do passado: dos seus pequenos, de sua mãe, de sua avó. De uma cidade, das roupas que usavam, da comida que sua mãe fazia nas manhãs de domingo: bolo de fubá, sopa deliciosa, caju, pudim , rosca de polvilho e outras guloseimas. Que saudades! Ou alguém está procurando numa gaveta uma antiga roupa para matar a saudade de alguém. Em outro lugar, em busca das antigas fotografias ou das mais antigas cartas, as mais queridas. Se alguém procurar uma crônica desta escritora, de oito anos atrás, encontrará... Passará seus olhos por curiosidade no que escrevi, hesitará um instante em rasgar, e depois devolverá ao lugar de onde veio... Ele ou ela poderão pensar: “Onde andará esta escritora? Nem me lembrava mais dela. Será que ainda escreve assim ou está escrevendo seu próximo livro? Outros ainda me acompanham semanalmente, e estão recortando todas as crônicas para preservarem a história. Obrigada, se não rasgaram, porque eu sinto uma dor quando alguém joga no lixo, imaginem se rasgar, vai doer mais meu coração. Guarde em algum cantinho, porque escrevi num instante de ternura. Nesta manhã os passarinhos acordaram alvoroçados, a família estava defendendo suas crias, imagino que a maternidade pássara se destacava na estradinha em direção as águas marinhas, porque havia nascido seus filhotes. Através de voos rasantes e agitados sobrevoavam as pessoas que por ali passavam. Dois senhores foram beliscados pelos donos do espaço, e uma senhora gordinha ganhou uma bicada no bumbum. Da minha sacada eu observava e ainda me lembrava da escritora Cecília Meireles “Moro no último andar, aqui tudo é mais bonito ao ver o mar”. Os passarinhos ficaram horas cuidando da rua branca e calorosa neste início de inverno, 28 de maio de 2013. De repente uma menina e sua mãe atravessavam o espaço dos pássaros. Talvez o poeta Pinheiro Neto se estivesse observando a cena escreveria outros poemas, e lembrei-me deste, que ilustra um momento lindo que vivi deliciando-me da comunicação  dos passarinhos: “Quero uma manhã inteirinha, clara, limpinha, com sol, orvalho, beleza. Quero uma manhã manhãzinha, com criança, menininha, cachos dourados, róseas faces, sorriso  doce, palavra paz. Quero uma manhã todinha, mas que comece mais tarde, às nove, quem sabe, ás dez...”(Pinheiro Neto).  E eu? Quero viver feliz até ficar velhinha, e meus cabelos dourados se tornarão prateados, meu sorriso permanecerá escondido através da minha felicidade ao escrever, e olhando para estas águas cristalinas. Aqui a felicidade me acompanha dia e noite, e a escritora que sou ama até os passarinhos...

(Maria de Fátima Pavei, 2013)


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CARTA A EMMA THOMAS (OU AOS)


Ainda sofro as sequelas
das paixões que virão,
dos camaradas futuros
e de todo aquele "spleen" matutino
do orvalho sobre a relva, em que aguardei
de suor forçado,
e de lágrima tardia
e escaldante.

Permeia a carta
no qual o destinatário é a mulher,
fraca e ideal
e que procuro noites a fio,
em que bebo do cinzeiro
e esparramo as cinzas no copo de Gin-Tônica sílaba de desespero:
"Não!"

Mas talvez falte-me mais tônicas
ou mais um etil silábico,
para compor a palavra-mor
chave de todos os apêndices,
que se partilha,
e se justapõe,
envolto pelas Hematomas do sentido.

(Pedro Vieira Homem)

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EDITAL FCBADESC: ÚLTIMAS SEMANAS


O prazo de inscrições para o Edital de Exposições do Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc termina em 27 de janeiro. Artistas e curadores podem enviar seus projetos pelos correios ou entregar diretamente na Fundação, de segunda a sexta, das 12h às 19h. O folder impresso com o regulamento do concurso também pode ser retirado na Fundação e a versão online está disponível em www.fundacaoculturalbadesc.com. Nesta edição foi ampliado o número de selecionados de quatro para sete, com a criação da modalidade curador. Serão contemplados seis projetos de artistas com prêmio total de R$ 7,2 mil e um para o projeto de curador no valor de R$ 2,4 mil.


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HELENA FRETTA ABRE EXPOSIÇÃO DE GRAFITE

             Depois de uma semana grafitando as paredes externas da Helena Fretta Galeria de Arte na rua Presidente Coutinho, em Florianópolis, os artistas Alma Set3, Bug, Dogz, GBA, Tim Tchais, Toy e Wagz, e a fotógrafa Vânia Martins apresentam no interior da casa seus trabalhos no suporte da tela e do papel. A exposição Floripa no Graffiti abre na terça-feira, dia 21, às 19 horas, com imagens de personagens e caligrafias.

             Segundo a marchande Helena Fretta, a proposta de fazer uma exposição com a arte de rua vem sendo planejada há cinco anos, “mas agora surgiu o momento adequado, com uma proposta de reunir sete grafiteiros pelo trabalho reconhecido que eles vêm desenvolvendo na cena artística de Florianópolis”.

A curadoria é da artista plástica e fotógrafa Vânia Martins, que vai expor também fotografias de grafites na Helena Fretta. Serão exibidas fotos na galeria, apresentando, retratando os trabalhos dos grafiteiros Alma Set3, Bug e GBA. Todas as obras estarão à venda.

 A intenção de Helena, ao convidar artistas para grafitar a fachada da galeria e ao promover a exposição, é estimular o mercado do grafite em Santa Catarina. Na opinião da marchande, esta é uma forma de ampliar as possibilidades do idioma do grafite brasileiro, com suas cores e humor que têm sido reconhecido no Brasil e no exterior.
  
O quê: exposição Floripa no Graffiti. Quando: abertura dia 21 de janeiro, às 19 horas. Visitação até 22 de fevereiro, de segunda a sexta, das 9h às 18h30 e aos sábados, das 9h às 13h. Onde: Helena Fretta Galeria de Arte. Rua Presidente Coutinho, 532, Centro, Florianópolis. Quanto: gratuito.

CONTATO

Helena Fretta
(48) 3028-2345, 3223-0913, 9961-9007

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CONFRARIA DO POEMA-pn

Entre tuas coxas
percebo a flacidez
do meu desejo.
Entumecidos pensamentos
resgatam antigos momentos
buscam a posse outra vez.
Sou só
impotente de palavras
pleno de vontades.

(Cena V1, Pinheiro Neto, 2013)






domingo, 29 de dezembro de 2013

Edição nº. 55

                       






PAPO NA CONFRARIA: C. RONALD SCHMIDT


1-O que te motivou a escrever?

Caro Pinheiro, eu só nasci para ser poeta. Não tive motivação nenhuma. Aos oito anos comecei a escrever versinhos publicados nos jornais da terra graças ao jornalista, amigo do meu pai, chamado Antônio Sbissa. Até hoje, nunca tive motivo para escrever. A coisa vem como um tornado. E eu só sei que escrevi após o vento desistir de ser.


2-Cite três livros (e respectivos autores) mais significativos em tua vida.

O primeiro livro que amo até hoje é o Robinson Crusoé. Um solitário náufrago que foi parar numa ilha (a nossa?). Na adolescência o Vermelho e o Negro, Balzac, Os irmãos Karamazov, Proust; depois só poetas. Li, pelo menos um poema, de todos os poetas importantes do mundo. Parece mentira, mas não é.


3-Indique um livro (Literatura Brasileira) para leitura de: Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior.

Todos os livros de Machado de Assis ( com exceção de A mão e a luva), até o ensino superior.


4-Como se dá o processo da escrita em tua prática cotidiana?

Sento na poltrona, espero uma frase. Se for a que meu espírito espera, toco pra frente e nem quero saber se vai dar certo.

5-Fale sobre o apoio dispensado pelos setores público e privado à literatura.

Para eles só existe o dinheiro e a política.


6- Fale sobre o papel das Academias de Letras em relação à Língua e à Literatura.

As Academias são importantíssimas quando não são como a Brasileira, cheia de medíocres como o nordestino pai dos Marimbondos de Fogo. Vamos fazer a língua conforme ela vai rolando para o futuro. Língua e literatura não são coisas que se confundam para dizer o que o ser humano deve dizer para sempre.




(*) Ocupante da Cadeira 25 da Academia Catarinense de Letras.













Descrição: https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif
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CANÇÃO DE ASSOBIAR SOZINHO

Correm notícias sobre a vida
na incontida chuva que se esvai,
e assim a poesia preferida
sufoca e se derrama nesse mar.

Fala-se do tempo nas esquinas,
palavras vãs; meninas sem pudor.
Fala-se  também do amor
com ares de felicidade e afeto.

Da paixão passa-se ao largo,
amargo doce de viver e requerer saudade.
Canção de assobiar sozinho
caminhando pelas ruas da cidade.



Marco Araújo, Poemas à Flor da Pele vol. 5, p. 120, 2013)


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“CAMINANDO POR LAS CALLLES”... (Rui Bittencourt)
BUENOS AIRES REVISITADA.

Somados, aniversário familiar e uma das maiores feiras
de  livros do  mundo,  nos  levaram – mais uma vez –
 à  capital  portenha.   Renova-se  o  encanto...!

Piazzolla, na letra de seu clássico “Balada  para um Loco”,  saiu de  casa
em Arenales  –  “las tardecitas de Buenos Aires tienem ese que se yo,
viste”?  -  e, caminhando pelas ruas,  não demora  cruza com um nada
discreto louco,  que sai detrás de uma árvore, pintado, meio melão na
cabeça,  bandeirinha de táxi livre em cada uma das mãos...e no entanto
parecia que só ele (Piazzolla) o via.
O doido faz reverência, tira o melão da cabeça, lhe dá de presente uma
bandeirola e, meio cantando, meio voando, diz:  “Yo sé que estoy pintao,
pintao, piantao(*)...no ves la luna rodando por Callao...Yo miro a Buenos
Aires del nido de um gorrión(**) ”
(*) - louco, pinéu / (**) – ninho de pardal.

Bela capital a dos vizinhos argentinos. Eterna, sempre com agradáveis
surpresas.
Depois de um bom tempo a revisitamos, tiramos  fotos...e gastamos sola (do
sapato) . Nas imediações de  Junín e Córdoba  residimos  por dois longos
anos, eu estudante em  pós-graduação  e Teca, minha mulher,  dando aulas de
português no CEB (Centro de Estudos Brasileiros), órgão cultural da
Embaixada do Brasil. Predio antigo,  de saudosa lembrança, a diretora era
ninguém menos que Maria Julieta Drumond de Andrade, filha do grande
poeta/escritor mineiro Carlos Drumond de Andrade...mas essas são outras
estórias.

Os Gipsy Kings também foram adaptados e cantados na portuária BsAs em seu
“caminando por la calle yo te vi, y un dia me enamoré de ti”...

Tenho comigo, até hoje,  que a grande magia de Buenos Aires  é  caminhar
descompromissado por suas  ruas e amplas avenidas. Pegar o sol na face,
olhar vitrines, o vai e vem do ser humano bem trajado  e...numa loja
qualquer de discos, parar, fechar os olhos, ouvindo o som maravilhoso de
“La Cumparsita”, de Gardel (preferida de meu pai),  ou o bandoneón vibrante
 das baladas de Piazzola,  seus  “Invierno y Verano  Porteños”,  sem falar
da melódica  Adiós Nonino, excepcional, de encher os olhos de lágrimas.

Seguir em frente, “caminando, volando”, cantarolando pelas ruas, aguardar o
sinal abrir, as pessoas, o clássico no vestir, as belas construções,  Santa
Fé, Marcelo Alvear, a peatonal Lavalle,  mesmo a comercial calle Florida.
Volta e meia inala-se o aroma sutil dos  tantos cafés existentes, de suas
empanadas ,“media lunas”.  Muito bom  curtir as típicas  mesinhas de
calçada...toalhas xadrez, a senhora elegante tomando chá, lendo Clarín, La
Nación...um livro surrado.

Paradisíaca para  os que gostam de ler, descobrir preciosidades em seus
recônditos sebos torna-se um prazer inenarrável,  sem falar da livraria El
Ateneo, na callle Santa Fé, a segunda mais linda do mundo, ricamente
decorada,  com balcões, sacadas, adaptada que foi de um antigo teatro.
Detalhe, por esses dias, é que até 13  de maio,  em Palermo (La Rural)
acontece  a maior feira de livros do mundo  de língua hispânica – Feria
Internacional del  Libro -  um show literário à parte, em espaço gigantesco,
 45 mil metros quadrados em  área coberta de pura cultura.
Sem exageros, deve-se reservar  uma tarde inteira e noite adentro para, sem
pressa,  tudo ver, folhear, bisbilhotar e  comprar...pois os preços são
ótimos.

Há os que dizem que muito de seu glamour perdeu-se com o tempo. Como soe
acontecer em geral com as grandes cidades, a questão segurança requer um
pouco mais de atenção, mas o centrão é  seguro,  bem policiado.
As ecléticas construções mantém-se intactas, em nosso entender o Cabildo, na
praça central, e o antigo prédio das Obras Sanitárias de La Nación, este na
Av. Córdoba, dos teatros, são imperdíveis.
Recoleta,  Caminito, Plaza San Martin, de Mayo, Palermo Verde, Viejo, a
imponente  catedral do papa Bergoglio,  não podem deixar de ser visitadas.
Shows de tango em diversos locais, é imperdível um final de tarde  em Puerto
Madero, sua “Puente de La Mujer”, navio/museu Sarmiento atracado, iluminado,
e jantar à luz de velas. Depois pegar um táxi e, em questão de minutos,
parecendo retroceder um século no tempo,   visitar San Telmo, suas ruas
calçadas com pedras que refletem a luz das luminárias, histórica praça
central, Dorrego e, nas  mesinhas  ao ar livre, rodeada de bares e
antiquários, sentar, ouvir bandas de jazz, tangos e grupos folclóricos  com
suas flautas e batuques. Ótimo momento  para uma jarra (“pincher”)
transbordante da boa cerveja Quilmes ou dos excelentes espumantes
“criollos”...ou os ótimos vinhos  de Mendoza.
 Aos domingos nessa mesma praça acontece  tradicional  Feira de
Antiguidades.

Calle Florida, avenida 9 de Julio e parte de Santa Fé estão em obras, um
pouco incômodo, além das insistentes ofertas de “cambio, cambio...dolar,
reales”, frente à moeda local desvalorizada.
Manifestações políticas podem ocorrer a qualquer momento, em qualquer lugar,
mas sem problemas, é só fazer-se um desvio entre as tantas opções no
quadriculado de ruas centrais.
Garimpar, o que turista muito faz, também é ótima opção na capital portenha.
Avenida de Mayo, sapatos, botas, roupas baratas no Onze, Palermo, outlets na
Córdova, aproveitando seus cafés e ótimos restaurantes, que existem por
todos os lados – descubra o seu - servindo  suculentos bifes de chorizo,
papas fritas e o emblemático tinto Malbec.

Não é uma opção para todos, mas a chic Recoleta com seus apartamentos de
luxo, cafés e restaurantes sofisticados, também é  “dona” do famoso
cemitério La Recoleta. É  o mais antigo e aristocrático, conhecê-lo e seus
ricos mausoléus é ver  passar a história da cidade. Em seus quase seis
hectares estão sepultados heróis da Independência, presidentes da República,
militares, cientistas,artistas e...Evita Perón.  Perón, o maridão,  tem seu
mausoléu em São Vicente, terra natal, 50 km ao sul da capital.
O maior cemitério da América Latina, no entanto,  é o de Chacarita, onde
descansam os geniais  Carlos Gardel, Piazzolla,  também digno de visita,
como milhares de fãs do tango do mundo inteiro o fazem.
“Viajar é investir em felicidade”.
“Veni, Volá, Vení...”
Viver Buenos Aires, entre as cidades  mais turísticas do mundo, é fazer jus
ao ditado.


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LI E RECOMENDO-pn (6)


DEDO DE MOÇA

Somente em novembro deste ano  tive a oportunidade de conhecer Dedo de Moça, uma antologia das escritoras suicidas.  Organizada por Florbela de Itamambuca, de Ubatuba/SP e Silvana Guimarães, de Belo Horizonte/MG. o livro, lançado pela Terracota de São Paulo em 2009, como a grande maioria  das edições brasileiras, padece  da falta de distribuição em território nacional. Nós de cá não conhecemos os (as) de lá e vice versa. Visitei todas as livrarias de Floripa e nenhuma possui um único exemplar.

Recebi o livro como presente de minha amiga do face, uma de suas integrantes, Valéria Tarelho, poeta de quem falarei posteriormente, e não mais o larguei. Está sempre comigo.

Falar sobre “Dedo de Moça” é falar necessariamente sobre um dos melhores sites literários hoje na web, o Escritoras suicidas.

Não conhecia nem um nem outro. Quiçá tenha transitado en passant por algum trabalho de alguma das integrantes em outras publicações ou mesmo referências, não lembro.

Trinta autoras, mulheres assumidamente escritoras, feminina ou masculinamente falando, já que alguns escritores transitaram e/ou transitam camuflados junto delas, dando uma dimensão das mais democráticas ao livro, em termos de gênero.

São textos – contos e poemas – escritos com uma força literária digna de escritores já consagrados pela crítica mundial. Sensibilidade e rudeza, sonho e realidade, encantamento e crueza (frieza) são ingredientes que perpassam os textos e através deles nos prendem e comovem.

Escritoras suicidas: algumas passaram, muitas passarão, outras passarinhas.

Tornei-me um fã, um fanático.
A banalidade está presente hoje na maioria dos poemas. Grande parte dos que se dizem poetas nem consegue escrever poemas. Pensa que o faz mas não. Poucos são originais. Pouquíssimos conseguem perpassar as figuras de linguagem, trabalhar corretamente a língua, transitar pela metalinguagem.

Sabemos que nada é novo, que tudo já foi escrito sobre tudo. O que nos resta, daqui para a frente, é tentar  imprimir a nossa maneira de ver poeticamente o mundo, com originalidade, com impecabilidade linguística e com utilização criativa das metáforas e demais figuras de linguagem. E isso, as integrantes do livro o fazem muito bem. Grande parte do que resta é mesmice, meleca.



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CONFRARIA DO POEMA-pn

NATAL  2013

Neste Natal
- nascido esperança –
renovam-se votos
na crença
nos homens
na humanidade.

Todo sofrimento
todo sacrifício
de novo [re]lembrados.

Atos [re]pensados
fatos [re]vividos.
mãegedoura [re]visitada
mar[tí]rio aquecido.

(Pinheiro Neto/2013)

UM FELIZ NATAL E UM 2014 PLENO DE ALEGRIAS, SAÚDE, PAZ, AMOR E SUCESSO!!!!!!!