sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Edição 33 - Dezembro 2011



MAIS UM NATAL 
                
Trago nas mãos
As mensagens de todos os povos
Que sofreram e sofrem com guerras.
Auguro alegria, paz e bem aventurança.

Trago nos pés
As sandálias de todos os andarilhos
Que presenciaram dor e perseguição.
Desejo águas límpidas e terras libertas.

Trago nos ombros
As mochilas de todos os estudantes
Que bradaram por paz e democracia.
Grito por sabedoria e reconhecimento.

Trago no olhar
O compromisso de todos os professores
Que, impotentes, semeiam o saber pela vida afora.
Distribuo  perseverança mas sem medo de ir à luta.

Trago nos olhos
A escuridão de todos os deficientes
Que buscam reconhecimento e direitos iguais.
Exijo solidariedade e compaixão.

Trago na cabeça
A miséria de todos os pobres
Que reclamam trabalho, saúde e educação.
Espalho alegria, amizade e companheirismo.

Trago na lembrança
O tempo de todos nós
Que não volverá nunca mais.
Espero que seja doce sem ser diabético.

Trago no coração
O rosto de cada um de vocês
Que tentam dar o melhor de si a cada dia.
Desejo que  estejamos todos vivos e bem
No próximo ano e no Natal que vem.

(PN/2011 – Feliz Natal e 2012 pleno de realizações a todos)



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TRINTA RÉIS  

Recebi das mãos do meu particular amigo Artêmio Zanon, dinâmico  Presidente da Academia São José de Letras – ASAJOL, o número 56, do Boletim Informativo daquele Sodalício, intitulado O Trinta Réis.
Meticulosamente elaborado, com trinta páginas, no tamanho 14x21, denota o cuidado e o esmero editorial e a seleção de seu conteúdo. Destaque para os seguintes conteúdos: Otaviano Ramos, por Artêmio Zanon; O Silêncio do Olhar (sobre o romance de Kátia Rebello) por Rudney Otto Pfützenreuter: Coisas de Dom Pernetty, por Osmarina Maria de Souza.
Excelentes as duas homenagens/matérias elaboradas sobre dois escritores (literatos, críticos, historiadores da nossa literatura, criadores e editores): Abel Beatriz Pereira (páginas 18 a 22) e sobre Osvaldo Ferreira de Melo (páginas 27 e 28).
Destaque também para a publicação dos poemas  Haste Verde (Augusto Barbosa Coura Neto); Supremo Conforto (Otaviano Ramos); Rei Morto, Rei Posto ( Roberto Rodrigues de Menezes); Amada (Solange Rech); Pedaços de Mim, O Rio da Minha Infância e Jesus  (Abel Beatriz Pereira); Outono e Lago Azul ( Nadir Helena de Bastos); Círculo Virtuoso e Certidão de Ofício (Artêmio Zanon).
Destaque ainda para a foto da placa em homenagem à ex-Acadêmica Hermelinda Izabel Merize e à inserção da letra do Hino do Município de São José (letra e música do maestro José Acácio Santana), na contracapa da revista.
Parabéns a todos os acadêmicos, confrades daquele Sodalício, por terem à frente de sua entidade tão dedicado, competente e compromissado Presidente, como o é, Artêmio Zanon. Por isso mesmo, não o deixem só. Ensejo que vocês participem, colaborem, e estejam sempre presentes às realizações, aos eventos e, principalmente no cotidiano da ASAJOL em 2012 e sempre.


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KÁTIA REBELLO


O silêncio do olhar” é o mais novo livro dessa escritora catarinense, nascida e residente em Florianópolis.

“Alguém já disse que um perfume é como um poema para os sentidos. O silêncio do olhar leva você a um mundo de sensações. Aloja de perfumes onde Anita trabalhava era como uma experiência para os cinco sentidos: o olfato se rende à descrição dos odores que se insinuam das páginas do livro tão logo você começa a folheá-lo, o tato em suaves toques nos frascos em pura sensualidade, a audição eleva-se em deleite na musicalidade do idioma francês, a visão prende-se aos vidros trabalhados por renomados artistas. O paladar ela saciou mais tarde, na súbita visita ao paraíso.
Anita lidava com um mar de fragrâncias, quando um poeta cruzou o seu caminho. Fábio escrevia poemas, entretanto tinha dificuldade em se expressar verbalmente. ‘Não existiria palavra para expressara seu sentimento’?
Às vezes o silêncio do olhar vale mais do que mil palavras, mas, é também uma declaração de amor à palavra: A palavra que descreve, que expressa o amor ou a ausência dele.”

Este texto, impresso sobre a foto de um vidro de perfume e que compõe a contracapa do livro, nos dá uma pequena amostra da fragrância que poderá despertar o sentido maior de todos aqueles que se aventurarem na leitura do romance de Kátia.

A autora

Kátia Rebello nasceu e vive em Florianópolis. Formou-se em Biblioteconomia, é especialista em Educação, Mestre e Doutora em Literatura pela UFSC. Em 1988 recebeu o Prêmio Virgílio Várzea da Fundação Catarinense de Cultura.
Escreveu os seguintes livros: Antologia do varal Literário (1983), A casa da praia (1988), Homicídio em dó maior (1996), Coincidência (1999), Em nome da arte (2000), Olhos de vidro (2001), Por falar em fantasma (2005).
É membro da Academia Desterrense de Letras, ocupando a cadeira nº2, cujo patrono é Victor Meirelles.


Abaixo a capa do livro e foto da autora:
                                 



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Edição 32 - História de Içara






                                                                 (A capa do livro)

                
                                 (A autora e o acadêmico e historiador Jali Meirinho, no dia em que ele aceitou prefaciar a obra, acompanhados deste "blogueiro")


No dia 30 próximo, a escritora Maria de Fátima Silveira Pavei estará lançando seu novo livro. Trata-se de um trabalho exaustivo sobre sua cidade natal, Içara. É a primeira vez que alguém se debruça sobre a história daquele município, inclusive presenteando a comunidade com o hino oficial.
A seguir transcrevo o texto produzido pelo confrade da ACL Jali Meirinho e que serve de apresentação do livro:

“Cronista do cotidiano, daquilo que pulsa na vida da sua cidade, a autora, sem ser historiadora por ofício, procurou reunir fragmentos constitutivos para uma história local, no caso a história do município de Içara. Dentre os gêneros da História, este é o que oferece as contribuições mais substantivas para o conhecimento da história regional, partindo desta para a amplitude estadual e nacional.

Este livro, de Maria de Fátima Silveira Pavei, enfeixa elementos para os estudiosos do futuro produzirem novas conclusões da relevância da história do município. Reuniu a documentação original, marco da emancipação municipal. Cuidou do registro biográfico dos administradores, outra forma de abrir caminho para que especialistas, no porvir, distingam as capacidades de cada um inseridos no desenvolvimento social, econômico e administrativo do município.

A cultura local,mereceu atenção da poetisa e cronista, editando importantes tópicos de referência sobre o envolvimento dos içarenses nas manifestações artísticas, literárias, religiosas e na preservação dos seus bens culturais, através dos seus clubes, suas igrejas, seus museus, da Fundação Ambiental e da Academia Içarense de Letras.

Com o título Segredos e Emoções das 53 comunidades do município de Içara a Autora reúne o que de mais relevante este livro nos oferece. Neste capítulo compôs os elementos fundamentais para o conhecimento da história e da vida do município. Garimpou depoimentos, testemunhos, lembranças, observações individuais, narrando os momentos mais significativos de muitas vidas.
Buscou a participação ativa da comunidade, intimamente vinculada ao processo histórico. São fragmentos, sintéticos,mas de conteúdo significativo para uma construção maior. Ela mesmo define: É um desafio contar a história dos içarences, percorrendo cada cantinho da terra, ouvir as histórias de vida destas  pessoas, ás vezes felizes e outras entristecidas dentro de seus casulos.

As centenas de fotos compondo o volume, ilustrando a narrativa e vivenciando os fatos, valorizam o estudo em seus diversificados enfoques.
Alem dos Trilhos do Trem - Içara - 50 anos de emancipação política 1961-2011, vem somar-se ao notável elenco de histórias locais produzidas em Santa Catarina. Ensaios nascidos da espontaneidade, desafiando as metodologias científicas,mas resguardando a seriedade na pesquisa; transferindo para a linguagem escrita as vozes saídas das comunidades que integram o município.

Esperamos poder vislumbrar em Maria de Fátima Silveira Pavei, outros olhares alargando a compreensão do catarinensismo.




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Confraria da Leitura-pn Edição 31

MOACIR PEREIRA

A histórica greve dos professores é o novo livro que o jornalista e escritor Moacir Pereira estará lançando no dia seis de dezembro, terça feira, às dezenove horas, na Assembléia Legislativa.
O livro traz em detalhes a greve dos professores da rede pública estadual ocorrida este ano e que teve o acompanhamento sistemático de Moacir Pereira, através de sua coluna no Diário Catarinense e em seu blog.
Na minha opinião, foi uma das mais completas e marcantes sequências de colunas diárias sobre um mesmo episódio, já realizada por um jornalista em todo o Brasil.


RAUL CALDAS

No dia oito de dezembro, quinta feira, às 18 horas, na livraria Livros & Livros, o querido amigo, escritor e boêmio Raul Caldas Filho estará lançando seu mais novo livro, o romance intitulado A Ilha dos ventos volúveis.

O livro, mais uma edição da Editora Insular, do incansável, batalhador e competente Rolin, já vem com uma credencial extremamente significativa: foi escolhido para receber o prêmio da Academia Catarinense de Letras como destaque na Categoria Romance de 2011.

IVONITA

A escritora Ivonita Di Concílio convidando todos os seus amigos para sua posse na cadeira número 13 da ALB –Academia de Letras do Brasil Seccional Florianópolis, na Assembléia Legislativa.

Convida também para confraternização no Restaurante Rancho Beira Mar, às vinte e duas horas do mesmo dia 13 do corrente, quando a proprietária, Sra.Sílvia, homenageará a escritora oferecendo aos seus amigos, um jantar “à moda da casa”, com o preço especial de R$ 15,00 por pessoa.

A escritora promete brindar a todos os presentes com suas interpretações, cantando músicas para todos os gostos.

Para quem não sabe, o restaurante em questão possui pista de dança e fica situado à avenida Beira Mar, próximo ao Koxixo’s.


MUSEU DA COMUNICAÇÃO


No dia 29 de novembro passado, na sede da Associação Catarinense de Imprensa, foi assinado o edital de lançamento para a reforma do prédio onde funcionou o Abrigo de Menores, no bairro Agronômica, para a futura instalação do Museu da Comunicação de Santa Catarina e a sede da ACI.
O referido edital estabelece o prazo de até 120 dias para a conclusão do processo licitatório e estima em R$149.500,00 o custo total dos projetos.

Segundo o presidente da ACI, Ademir Arnon, trata-se de um sonho antigo da ACI que somente agora começa a assumir contornos definitivamente concretos.

O Secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Cézar Souza Júnior, salientou que o Museu deverá ser um dos mais modernos do mundo já que estará alicerçado sobre duas questões pontuais, interação e tecnologia. . A idéia é instalar um museu que supere o simples armazenamento e exposição de peças antigas e permita o acesso e a interação do visitante pessoalmente ou de qualquer parte do mundo, através da navegação via internet.



NOITE CULTURAL NA FCBC

A Galeria Municipal de Arte da Fundação Cultural de Balneário Camboriú (FCBC) recebe mais uma mostra coletiva do CROMA (Grupo de Artes Visuais de Balneário Camboriú). A exposição Tudo Vale a Pena reúne obras dos artistas plásticos Ana Pellizzaro, Cezar Silveira, Cilmara Tamochunas Bittencourt, Danielle Prandi, Fabiana Langaro Loos, Fabiana Schaefer, Halina Garcia, Jana Neves Garcia, Moacir Schmitt Junior e Rudi Scaranto Dazzi. A noite cultural será na sexta, 2 de dezembro, a partir das 20h30. Além da abertura da exposição, na oportunidade serão lançados ainda os livros Mudança de Paradigmas, de Berenice Dunbar, Na Guerra dos Três Mundos, de Paloma Hernandez e Relatório Confidencial, de Luiz Antonio Hecker Kappel. A interferência musical estará por conta de Jorge Barcellos e Clóvis Martinês, formando um dueto de violões. A visitação será de 5 a 23 de dezembro de 2011, de segunda a sexta, das 13 às 19 horas. A Galeria Municipal de Arte da Fundação Cultural de Balneário Camboriú fica na Rua 2412, 111.

“O CROMA (Grupo de Artes Visuais de Balneário Camboriú) acredita na liberdade como a melhor expressão para a arte. Suas reuniões acontecem virtualmente ou em lugares inusitados, e nem sempre com todos seus membros, ou mesmo, marcando datas prévias, mas sempre há a felicidade por encontrar, abraçar e interagir. Cumplicidade e comprometimento são os lemas desses artistas plásticos de Balneário Camboriú que levam a arte e o nome da cidade para o Brasil e mundo afora. Cada artista domina uma técnica e estilo próprio e todos são unidos pelos mesmos ideais artísticos. A comunhão de ideias, a troca de experiências, a descontração e o amor pela arte fazem parte da filosofia deste grupo criado há aproximadamente três anos.“ (Texto de Fabiana Langaro Loos)

Sobre os livros:
Mudança de Paradigmas: O romance Mudança de Paradigmas, já traduzido na língua inglesa, é uma saga familiar que tem início no século 17, no Maranhão. É uma mistura de ficção e realidade, na qual a autora relata os costumes e a cultura deixada pelos franceses.

Na Guerra dos Três Mundos: Num planeta muito distante da Terra, cujo lugar nossos olhos não alcançam, há uma sociedade onde o único vício das pessoas é o amor e o sexo. E é nessa sociedade que começa a história de Areti e seus amigos, no planeta L do Sistema Alpha.

Relatório Confidencial: Realidade e ficção se misturam nesta emocionante história narrada num tom despretensioso, informal e entusiasta. O cenário principal é o aeroporto Hercílio Luz em Florianópolis. A empolgante viagem literária se inicia com a chegada de um avião procedente do Paraguai, que acabou sendo alvo de ações da Polícia Federal e da Interpol. Os valores arrecadados com a venda desta obra serão integralmente revertidos à Associação Amor pra Down.

Fundação Cultural de Balneário Camboriú, Rua 2412, nº 111 - Centro
Período de visitação da mostra: 5 a 23 de dezembro de 2011, das 13 às 19h
Mais informações:
(47) 3366.5325, das 13h às 19h




SUELI MAZZURANA

Recebi e repasso do mesmo jeito – senão perderia a graça - o convite da querida amiga e escritora de Orleans, Sueli Mazzurana, para o lançamento de seu novo livro:

“é com alegria saindo pelos poros que convido para o lançamento do meu livro há tanto tempo alacentado Contos Italianos (Qui la conta, mête donta - Le storie de la nona), com 29 histórias contadas na região de Rio Maior e outras localidades próximas de Urussanga. É escrito no dialeto vêneto falado na região de Erto/Casso (Longarone), e adaptado pelos falantes protagonistas das histórias, ao longo do tempo. Acompanha uma produção em audio, para resgatar a sonoridade desse falar, pois a proposta principal do projeto é resgatar esse falar, que, sabe-se, é carregado de gestos e sons.
Dia; 18/12/2011
Hora: 17:00
Local: Igreja de São Gervásio e Protásio (Rio Maior - Urussanga)
Programação: Santa missa, apresentações artísticas e café colonial.
Preço do café colonial: R$ 10,00 (reserva por este e-mail ou pelo telefone 48 3466 4669 até dia 15/12).
Preço do livro: R$ 25,00 (pode ser adquirido por este e-mail ou pelo telefone, remessa postal, despesas por conta do interessado).

Ficarei muito contente se puder contar com sua presença, ou com a aquisição do livro.

Obrigado pelo convite, Sueli. Se der, com certeza estarei lá. Se não, desejo desde já, todo o sucesso possível tanto no lançamento como nas vendas.



PONTO DO POETA

As rugas
do pensamento
cerceiam
escassas vontades.

Aprisionado
a indecisões
divago em labirintos
- labirintites.

(Poemas à flor da pele/2010)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Confraria da Leitura-pn Edição 30

E pra torcida do Flamengo? Aquele abraço!

MIchelle Christie Olsen(*)

Somos pessoas desconfiadas. Procuramos nos informar, lemos jornais, blogs, páginas na internet. Procuramos interagir, entramos em redes sociais, frequentamos bares, passeamos com amigos e familiares, viajamos. Em cada ponto, em cada canto, deparamo-nos com algo assustador, algo que quebra a ordem natural das coisas, ficamos apreensivos, inseguros, nos sentimos impotentes, desmotivados e, por vezes, acabamos evitando lugares, leituras ou o que nos abalou.

Não raro ouvimos algo como “não dá mais para almoçar fora”, por conta de seguidos assaltos à mão armada em restaurantes em que costumávamos ir; ou “ não há mais segurança nem em casa”, devido a outros tantos assaltos; ou ainda “não há tranquilidade em deixar o filho na escola”, por conta de crianças armadas, desestruturadas que buscam consolo descarregando suas frustrações nas outras crianças. E tudo sempre exposto com detalhes, com fotos, com requintes. O assaltante morto só tinha 13 anos, o garoto que se matou na escola tinha 10 anos apenas e queria matar a professora, o cara se matou no fórum e espirrou sangue nas moças que trabalhavam ali.

Às vezes é difícil acreditar que a vida possa tomar outro rumo, que ainda há algo a mais no ser humano do que mesquinharia, corrupção, safadeza.
Então, num sábado qualquer, tomando um chopp da Heineken no Mercado Público com o maridão, assistindo (a contragosto) ao jornal do meio-dia, vejo uma matéria com um casal que tentava algo diferente. Eles estavam no calçadão da Felipe Schmidt segurando uma plaquinha “Abraço Grátis” e faziam exatamente o que prometiam no anúncio (coisa rara na publicidade de hoje).

Jovens, idosos, bonito ou feio, gordo ou magro, crianças sorridentes, adolescentes com cara de malaco, mal vestido ou elegante, não tinha nenhuma exceção, nenhum preconceito, abraçavam quem quisesse deles um abraço. Tal demonstração de coragem (sim, porque somos muito desconfiados), de afeição a todos que cruzam nosso caminho e estão dispostos a tal afeto, é de deixar qualquer um de queixo caído. Um ato simples, aparentemente, que qualquer um poderia fazer igual (mentira, sabemos que somos incapazes), mostra-nos uma outra fraqueza, aquela que tanto criticamos e da qual também sofremos, da gentileza com um desconhecido, gratuita em todos os aspectos. Generosidade essa capaz de mudar o curso das coisas, mudou meu sábado, meus pensamentos pessimistas, meu olhar para o calçadão cheio de ameaças e surpresas.

(*) Esta é a primeira crônica da autora, filha do meu amigo Oldemar Olsen Jr.. É um privilégio para este blog publicá-la.

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A C L PROMOVE SIMPÓSIO CRUZ E SOUSA



Integrada às celebrações do sesquicentenário de nascimento (1861) do poeta catarinense Cruz e Sousa, introdutor do Simbolismo no Brasil, a Academia Catarinense de Letras (ACL), nos próximos dias 16, 17,18 e 19, promove um simpósio sobre a vida e a obra do artista. Para tanto, com apoio da Fundação Catarinense de Cultura, reunirá em Florianópolis alguns dos maiores especialistas no tema para palestras e debates abertos ao público na sede da ACL (Avenida Hercílio Luz, 523, Centro).

Dia 16 (quarta-feira)
Às 19 horas:
Godofredo de Oliveira Neto: “Vida e obra de Cruz e Sousa: aspectos fundamentais”
Mediador/debatedor: Celestino Sachet
Às 20h30min
Luiz Augusto Contador Borges: “O erotismo na obra de Cruz e Sousa”
Mediador/debatedor: Péricles Prade

Dia 17 (quinta-feira)
Às 19 horas
Álvaro Cardoso Gomes: “Música e evocação em Cruz e Sousa”
Mediador/debatedor: Leatrice Moellmann
Às 20h30min
Eliane de Alcântara Teixeira: “A estética do feio na prosa poética de Cruz e Sousa”
Mediador/debatedor: Júlio de Queiroz

Dia 18 (sexta-feira)
Às 19 horas
Uelinton Farias Alves: “Vida e obra de Cruz e Sousa: novos ângulos”
Mediador/debatedor: Artêmio Zanon
Às 20h30min
Carlos Felipe Moisés: “A prosa poética de Evocações”
Mediador/debatedor: Dennins Radünz

Dia 19 (sábado)
Às 19 horas
Cláudio Willer: “Cruz e Sousa, poeta maldito?”
Mediador/debatedor: Rodrigo de Haro
Às 20h30min
Ronald Augusto: “A poética de Cruz e Sousa hoje”
Mediador/debatedor: Zilma Gesser Nunes
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A SUBIDA

Publicado pela Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”, em junho passado, o romance A Subida: a transição do ódio para o amor, é o novo trabalho literário de Júlio de Queiroz.
Transcrevo a seguir o texto do próprio autor, publicado no livro às páginas 9 e 10, por considerar o mais apropriado para este pequeno registro que faço. Acredito mesmo que o propósito de Júlio tenha sido o de introduzir o autor no contexto da novela.
“Na Antiguidade histórica, o mundo hebreu, conquistado militarmente pelo Império Romano, constituía-se de várias regiões vizinhas ente si (Idumeia, Judeia, Samaria, Galileia, Decápolis e Pereia). Os moradores dessas regiões referiam-se às suas viagens obrigatórias ao Templo de Salomão, em Jerusalém, determinadas pelo ritual religioso, como sendo “a subida”, pois Jerusalém está cerca de 600 metros acima do Mar Mediterrâneo.
Em hebraico, subida se diz aliah (aliá).
A intransigência todo-poderosa do poderio romano foi irredutível contra um levante judeu entre 65 e 70 d.C e fadado à derrota. Destruiu o Templo de Salomão, extinguiu o resto da liberdade nacional e dispersou o povo hebreu para todos os países então conhecidos e, posteriormente, para todos os continentes. A expressão “a subida” passou ter dupla significação: tanto ir ao púlpito das sinagogas para ler um trecho da Tora, o livro religioso, quanto designar o retorno ao lar espiritual de todos os judeus, simbolizado pela cidade de Jerusalém.
Enquanto no que os judeus chamam de “exílio” (mesmo que este seja o país em que eles e seus antepassados tenham nascido), no término da mais venerada cerimônia do ano litúrgico judaico – Pessarr – a Passagem -, seus participantes despedem-se uns dos outros com a saudação: “Ano que vem em Jerusalém – Leshana Habas Bliyerushalaim”.
Com a reinstalação do Estado de Israel 2000 anos depois de sua estinção geográfico-nacional, “fazer a subida” passou a significar a emigração para Israel.
Esta novela relata a dolorosa passagem do ódio para o amor, evolução espiritual indispensável a todos os humanos.”


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PONTO DO POETA

ESBOÇO RHO II

Injetei teu nome
em minha veia
viajei!

Injetei teu corpo
em minha artéria
alucinei!

(Pinheiro Neto LM.,2010)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Confraria da Leitura-pn Edição 29

NOVO LIVRO DE DAVID

Recebi pelo correio “A princesa e o anjo negro” , devidamente autografado, o mais novo livro de contos de David Gonçalves, um escritor catarinense dos mais destacados no cenário nacional. Tenho a honra de considerá-lo meu amigo.
No formato “de bolso”, lançado pela editora Sucesso Pocket de Joinville, o livro reúne quinze excelentes contos escritos, segundo o autor, “no começo deste século”. Listo porque considero importante todos os quinze, sem ressaltar os que mais gostei: Algo rói dentro do peito; Florisbela e o jardim de ervas; A mulher barbada; Casa de Mulheres; A volta que o mundo dá; Sapatos de capim; Estranha e indesejada visita; Maria Sucuri; A montanha se move; O sol caía alaranjado, Ninguém traz uma estrela na testa; Homens e pássaros; Geada negra; Emboscada; e o conto que dá nome ao livro, A princesa e o anjo negro.
Sou um fã do que David escreve. Aprecio muito seus textos. Eles me prendem à leitura, incitam à continuidade, promovem a transgressão do tempo disponível. Envolvem e permitem a participação do leitor enquanto co-autor das histórias.

Um pouco sobre David

David não é catarinense de nascimento; nasceu em Jandaia do Sul, no vizinho Estado do Paraná, mas reside em Joinville, onde despontou para a literatura, há tanto tempo que não pode mais deixar de ser considerado como “um bom catarina da cepa”.
Professor universitário e consultor de empresas, ministra cursos e palestras sobre literatura, comunicação, liderança e marketing. Filho de pequenos agricultores, conviveu com os trabalhadores rurais e, dessa convivência, mantida até hoje, extrai a sua força literária. Seu primeiro livro [1972], o romance “As flores que o chapadão não deu”, foi recolhido pelo regime militar e permaneceu 16 anos na gaveta.Hoje está na sétima edição. Sua tese de mestrado, “Atualização das formas simples em ‘Tropas e boiadas’, livro de Hugo de Carvalho Ramos, orientada por Gilberto Mendonça Teles, é indispensável aos estudiosos de Literatura, Folclore e Comunicação.

Regionalismo

Nesse novo livro de contos, David inclui uma nota pessoal sobre uma discussão que há muito vem permeando os comentários e críticas a respeito da obra literária que produz: é regionalista ou não?
Diz David: “Cansei-me de ouvir que o regionalismo está ‘morto’, que se esgotou como fonte literária etc. Confesso que sou filho de Hugo de Carvalho ramos, Simões Lopes, Valdomiro Silveira, Monteiro Lobato, Mário de Andrade, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, João Guimarães Rosa, Bernardo Elis e outros. Nunca me subjuguei a modismo. Escrevo, enfim, sobre o homem da minha aldeia. Quadrínculo é o palco de todas as paixões possíveis. A realidade e o estranho se unem de uma forma única e grotesca. Este país rural, que passa hoje por uma revolução tecnológica, me encanta e, ao mesmo tempo, me deixa constrangido. O êxodo rural ainda não se findou e as periferias das grandes cidades estão cada vez mais inchadas e violentas. Escrevo, pois, sobre os deserdados da vida. Se o que faço é regionalismo, não sei. A riqueza e a miséria estão a olhos vistos, por todos os lados.”

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HOMENAGEM

Manoel Inácio da Silva Alvarenga (1749-1814), na Arcádia Alcindo Palmireno, nasceu em Vila Rica. Poesia: O Desertor, 1774; Glaura, 1799. J. Norberto de Souza e Silva reuniu as Obras Poéticas em 1864. Em 1948, edição de Glaura por Afonso Arinos de Melo Franco (INL).

O JASMINEIRO

RONDÓ XI


Venturoso Jasmineiro,
Sobranceiro ao claro Rio,
Já do Estio o ardor se acende,
Ah! Defende este lugar.

Ache Glaura na frescura
Destas penhas encurvadas
Moles heras abraçadas
Com ternura a vegetar.

Ache mil e mil Napéias,
E inda mais e mais Amores,
Do que mostra o campo flores,
Do que areias tem o mar.

Venturoso Jasmineiro,
Sobranceiro ao claro Rio,
Já do Estio o ardor se acende,
Ah! defende este lugar.

Branda Ninfa que me escutas
Desse monte cavernoso,
Nem o raio luminoso
Nestas grutas possa entrar.

Hás de ver com dor, e espanto,
Como pálida a Tristeza
Dos seixinhos na aspereza
Faz meu canto congelar.

Venturoso Jasmineiro,
....................................

(Glaura, Lisboa, Oficina Nunesiana, 1799, págs. 44-47

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INTERNATIONAL WRITERS

A IWA – International Writers and Artists Association – foi fundada em 1978. Em 1998, quando completou 20 anos de existência, organizou um evento para comemoração no Rio de Janeiro, onde compareceram membros de muitos países, como Japão, Grécia, Bósnia, Colômbia, Uruguai, Argentina e mais de duzentos membros brasileiros.
A sede da IWA é em Toledo, Ohio, nos Estados Unidos, e a língua oficial é o Inglês. Opera, entretanto, também em Francês, Italiano, Espanhol e Português.
A diretoria da IWA é composta por integrantes de diversos países, como a República Checa, a Rússia, Cuba, USA, Turquia, Tunísia, Algéria, Coréia, Japão, etc., com representante inclusive junto à UNESCO.
A IWA apoia os direitos e liberdades da Declaração Universal dos Direitos Humanos para todos os povos, no mundo inteiro. Além disso respeita a compreensão de todas as culturas e tradições étnicas, liberdade de expressão e diversidade nos limites de um mundo justo. Mais fundamental do que a liberdade de expressão e diversidade é para a IWA a rejeição do racismo, sexismo, tribalismo e preconceito pela idade, com o empenho em cultivar os valores que levam à realização da felicidade do ser humano.
Entre as atividades da IWA estão as nomeações para o Prêmio Nobel da Paz e para o Prêmio Nobel de Literatura, nomeações para o Prêmio de Ativista da Fundação Gleitsman, de anunciar e apoiar os congressos de Literatura e Arte por outras organizações que oferecem prêmios para os melhores escritores e artistas. A IWA também reconhece o valor e presta homenagem aos escritores e artistas anônimos.
A IWA possui atualmente 1500 membros em 132 países, incluindo príncipes, lords, escritores com Prêmio Nobel da Paz e da Literatura, ex-presidentes, acadêmicos e imortais. Alguns exemplos: Príncipe di Cnosso e di Manzanille, da Itália; Marquês K. Vella Harber, Malta; Fidel Castro Ruz, Cuba; Eduardo Galeano, Noan Chomsky, Toni Morrison; Ariano Suassuna, Fernando Henrique Cardoso, Thiago de Mello, Frei Beto, Leonardo Boff, Isabel Allende, Rigoberta Menchú, dentre inúmeros.
A IWA tem como presidente Teresinka Pereira, escritora brasileira, residente e domiciliada em Ohio, nos Estados Unidos.
Website: http://internationalartistwritersassociation.blogspot.com/

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PONTO DO POETA


Meu ser
meu poder
meu ter
vão buscar a vontade
de trazer teu corpo
pra cicatrizar
a vontade
de amar
ou não.

(Pinheiro Neto LM., set/2011)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Confraria da Leitura-pn Edição 28

FUNDAÇÃO FRANKLIN CASCAES LANÇA O
18° FLORIPA TEATRO – FESTIVAL ISNARD AZEVEDO

A Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC) promoverá nesta sexta-feira (30/09), às 19h, em sua sede, no Forte Santa Bárbara, uma festa para lançar o 18° Floripa Teatro – Festival Isnard Azevedo. É a primeira vez que se realiza um evento para deflagrar um dos mais importantes festivais de teatro do Sul do Brasil, que ocorrerá de 8 a 16 de outubro.
O lançamento é gratuito e aberto ao público, que será entretido no salão principal e na área externa com performances de artistas que integram o Coletivo Circo Floripa – uma iniciativa de palhaços, atores, trapezistas, mágicos, ilusionistas e equilibristas que atuam em projetos individuais na região da Capital. No pátio, serão armadas lonas para abrigar os convidados e uma banda que animará a noite.
Na oportunidade, o superintendente Rodolfo Joaquim Pinto da Luz fará um breve pronunciamento sobre o Floripa Teatro e, na sequência, será conhecida a programação deste ano, que terá a maior abrangência geográfica de sua história: 55 locais na Ilha e no continente, alguns atendidos pela primeira vez. Esta edição também atinge novo recorde em quantidade de sessões, com 144 apresentações, sendo apenas nove delas com cobrança de entrada.
Um vídeo institucional gravado ano passado será exibido em telão para que os presentes conheçam um pouco mais da proposta e da dimensão que o Isnard Azevedo alcançou desde sua criação, em 1993. Durante o lançamento será anunciada a abertura das inscrições para as nove oficinas ministradas gratuitamente por grupos locais e de outros estados, bem como a disponibilização dos ingressos. O site oficial do evento também será apresentado na mesma noite.
O 18° Floripa Teatro levará 39 espetáculos e intervenções provenientes de seis estados a teatros, casas de espetáculo, lonas, pátios, estacionamentos, largos e calçadões, escadarias, jardins, associações comunitárias, parques, praças, agremiações carnavalescas, campos e quadras de esportes, shoppings, bibliotecas, centros comerciais, supermercados, espaços culturais, terminais de transporte coletivo, escolas, rodoviária e aeroporto.



PONTO DO POETA

Troco teu olhar
Por um verbo.
Teu sorriso
Por um poema.
Vice verso.

(Pinheiro Neto LM., set/2011)

Confira minha coluna no jornal Leste da Ilha

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Confraria da Leitura-pn Edição 27

TRINTA RÉIS

Recebi das mãos do meu particular amigo Artêmio Zanon, dinâmico e brilhante Presidente da Academia São José de Letras – ASAJOL, o número 56, (referente a maio deste ano) do Boletim Informativo daquele Sodalício, intitulado O Trinta Réis.
Meticulosamente elaborado, com trinta páginas, no tamanho 14x21, denota o cuidado e o esmero editorial e a seleção de seu conteúdo. Destaque para os seguintes conteúdos: Otaviano Ramos, por Artêmio Zanon; O Silêncio do Olhar (sobre o romance de Kátia Rebello) por Rudney Otto Pfützenreuter: Coisas de Dom Pernetty, por Osmarina Maria de Souza.
Excelentes as duas homenagens/matérias elaboradas sobre dois escritores (literatos, críticos, historiadores da nossa literatura, criadores e editores): Abel Beatriz Pereira (páginas 18 a 22) e sobre Osvaldo Ferreira de Melo (páginas 27 e 28).
Destaque para a publicação dos poemas Haste Verde (Augusto Barbosa Coura Neto); Supremo Conforto (Otaviano Ramos); Rei Morto, Rei Posto ( Roberto Rodrigues de Menezes); Amada (Solange Rech); Pedaços de Mim, O Rio da Minha Infância e Jesus (Abel Beatriz Pereira); Outono e Lago Azul ( Nadir Helena de Bastos); Círculo Virtuoso e Certidão de Ofício (Artêmio Zanon).
Destaque ainda para a foto da placa em homenagem à ex-Acadêmica Hermelinda Izabel Merize e à inserção da letra do Hino do Município de São José (letra e música do maestro José Acácio Santana), na contracapa da revista.
Parabéns a todos os acadêmicos, confrades daquele Sodalício, por terem à frente de sua entidade tão dedicado, competente e compromissado Presidente, como o é, Artêmio Zanon. Por isso mesmo, não o deixem só. Ensejo que vocês participem, colaborem, e estejam sempre presentes às realizações, aos eventos e, principalmente no cotidiano da ASAJOL.



JAZZ EM JOINVILLE


Recebi da Lily Blumerants e repasso para vocês: “Vem aí o JAM NO MAJ - Jazz no Jardim do Museu de Arte, sempre aos domingos a partir de 17:00.
Na primeira edição, dia 25 de setembro serão 2 bandas numa conversa afinada, uma prosa improvisada entre os GRUPOS TITELÊS e DEDO DE PROSA. Participações dos saxofonistas ClÁUDIO MORAES e GLEDISON ZABOTE e LILY BLUMERANTS homenageando as grandes divas do jazz. Haverá uma tenda para garantir a realização dos eventos, mesmo com chuva.
Na segunda edição, dia 23 de outubro, os músicos Roger Felten e Guto Machado abrirão com o especial "CHORANDO NO JAZZ" para depois o Grupo do pianista EDILSON FORTE GRACIANO entrar com o especial "CAINDO NO SAMBA JAZZ" com a participação do trombonista SERGIO COELHO, JAJA BATUCADA no pandeiro e LILY BLUMERANTS vocal.

Na terceira edição, dia 04 de dezembro, o especial vai ser de "LATIN JAZZ" com o QUARTETO DE LILY BLUMERANTS e o QUARTETO do pianista argentino SITO LOZZI com participações super especiais do trompetista uruguaio FIDEL PIÑERO e o acordeonista ORIMAR HESS JR homenageando Astor Piazzolla.

O JAM NO MAJ é um projeto aprovado pelo SIMDEC 2011 (Sistema de Desenvolvimento pela Cultura) patrocinado pela Fundação Cultural e Prefeitura Municipal de Joinville.

Os eventos aconteceram simultaneamente ao tradicional evento "PIQUENIQUE ECOLÓGICO CULTURAL" promovido pelo Museu de Arte de Joinville a partir das 10:00 com várias atrações.
VIVA A MÚSICA !”


MÊS GLAUBERIANO NO CINE PITANGUEIRA

O mês é glauberiano no cine Pitangueira. Em alusão aos 30 anos da morte de Glauber Rocha, estão sendo exibidos quatro longas do diretor. Na terça (13), às 19h, está em cartaz O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro. Estão programados também Cabeças Cortadas, de 1970 (dia 20), e A idade da terra, de 1980 (dia 27).
O Dragão ... narra a história de Antônio das Mortes, um pistoleiro contratado para matar um novo líder cangaceiro que surge no interior do Brasil. Ele realiza sua missão, ao mesmo tempo em que entra em confronto com jagunços e um velho coronel que domina a região.
Na sessão infantil, às 15h, está agendado O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes, de Rafael Ribas e Walbercy Ribas. O longa de animação fala do grilo que compõe suas músicas para alegria dos habitantes da floresta, e agora deseja gravar um CD.
Mas a descoberta de fósseis de insetos gigantes faz com que o grilo se envolva em uma inesperada aventura, que o obriga a enfrentar um bando de perigosos louva-deuses comandados por Trambika.
O Cineclube Pitangueira é uma realização da Cinemateca Catarinense e do Fundo Municipal de Cinema com o apoio da Prefeitura. Municipal de Florianópolis e da Fundação Franklin Cascaes.

O quê: Cine Pitangueira exibe O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes, de Rafael Ribas e Walbercy Ribas, às 15h, e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha, às 19
Quando: terça, dia 13 de setembro.
Onde: Casa das Máquinas do Casarão da Lagoa. Praça Bento Silvério, Lagoa da Conceição, Florianópolis.
Quanto: gratuito.

PONTO DO POETA

Trago no corpo
digitais de chagas
não curadas.

(de Vi(vi)da, 2010)


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