domingo, 9 de março de 2014

Edição nº. 58







 PAPO NA CONFRARIA : MÁRIO PEREIRA


1-O que te motivou a escrever?

Sempre fui um leitor voraz. Do ler ao escrever é um pulo. No colégio dos jesuítas, o Anchieta, em Porto Alegre, tive um professor, o saudoso Godofredo Fay de Macedo, que nos estimulava a escrever e a publicar no jornal do nosso Grêmio Literário Liberato Vieira da Cunha.


2-Cite três livros (e respectivos autores) mais significativos em tua vida.

“O velho e o mar”, Ernest Hemingway, “Guerra e paz”, Leon Tolstoi, “O apanhador no campo de centeio”, J. D. Salinger.



3-Indique um livro (Literatura Brasileira) para leitura de: Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior.

A) “O sítio do pica-pau amarelo”, Monteiro Lobato.
B) “O encontro marcado”, Fernando Sabino.
C) “Memórias póstumas de Braz Cubas”, Machado de Assis.


4-Como se dá o processo da escrita em tua prática cotidiana?

Geralmente, escrevo à noite. Primeiro, faço um resumo do que pretendo colocar no papel. Se ficção, planejo primeiro o final da história. Depois, cortar, cortar e cortar. E revisar, revisar, revisar.



5-Fale sobre o apoio dispensado pelos setores público e privado à literatura.

O melhor apoio que poderia ser dado à literatura e sua renovação seria disponibilizar um ensino de qualidade, com especial atenção para a língua pátria, hoje humilhada e ofendida. A desgraça começa no ensino fundamental, continua no ensino médio, passa invicta pelo “vestibular das quotas”, e estende-se pelo ensino superior. É assustador o índice de analfabetismo funcional no país.


6- Fale sobre o papel das Academias de Letras em relação à Língua e à Literatura.

As academias deveriam ter uma participação mais ativa na defesa do padrão culto da língua e como incentivadoras do surgimento de novos talentos literários. Deveriam também abrir suas portas para o público sempre que possível, promovendo cursos, simpósios, palestras etc. E cobrar da mídia mais correção e mais respeito em relação à nossa “última flor do Lácio”.


(*) Ocupante da Cadeira 08 da Academia Catarinense de Letras.



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SAUDADE

Quando chegares, saudade,
No desdobrar da vida,
- nem vivida –
Eu te divisarei, lá longe,
No barco parado, sem vela,
Boiando no mar sem verão
– nem procela –
Parado em ti.

Quando chegares, saudade,
Na noite amanhecida,
- nem dormida –
Eu te avistarei, de longe,
E abrirei os braços, no abraço
Da coisa conhecida
- e já perdida –
No meu entardecer.

(MILA RAMOS, Sete rumos, Edições Sanfona, 1985)



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A POESIA E A POEMAS À FLOR DA PELE


Afirmar que a poesia não tem mais lugar na vida das pessoas neste nosso mundo nanociberfacebloglobalizado é, no mínimo, uma sandice! Que a falta de tempo, a luta por sobrevivência, conflitos sócio-político-ideológicos, mobilidade urbana, violência, insegurança, drogas, educação, saúde e inúmeros outros problemas tornam o homem diuturnamente insensível, inapto para captar a beleza que está posta ao seu redor, é pior ainda.

Nunca se escreveu tanto, se leu tanto, se declamou tanto, se debateu tanto, se compartilhou tanto poesia como nos dias de hoje. De norte a sul de todos os países e principalmente do nosso, proliferam grupos, associações, academias, confrarias, cujo objeto de ação é a poesia. Nas esquinas e nos sinaleiros inúmeros divulgadores anônimos de seus escritos poéticos os distribuem na ânsia muito mais da leitura de quem os recebe do que das poucas moedas que lhes são oferecidas.

Poetas iniciantes com ou sem livros publicados, poetas consagrados, poetas de coletâneas, poetas de blogs ou do facebook, todos de alguma maneira vêm contribuindo para provar que o poema é e sempre será o gênero literário mais leve e ao mesmo tempo mais sério e preciso de levar poesia à alma das pessoas.

E o que a “Poemas à Flor da Pele” tem a ver com esse cenário? Tudo!

Criado em 2006 enquanto movimento de divulgação poética através do Orkut, “Poemas à Flor da Pele” vem se consolidando como um dos mais sólidos e dinâmicos espaços de agregação de poetas e de promoção de atividades culturais, artísticas e sociais, reconhecido em todos os continentes. Foram tantas as participações em eventos, feiras e bienais, promoções e co-promoções, edições de livros e e-books, que o grupo houve por bem oficializar o movimento, transformando-o em uma Associação Cultural.

À frente de todo esse processo está sua idealizadora e Coordenadora, a dinâmica escritora e promotora cultural Sonia Ferrarezi, mais conhecida como Soninha Porto. Seu trabalho hercúleo vem projetando nacional e internacionalmente não apenas o objeto de trabalho da Poemas, a nova poesia, mas e principalmente os poetas que integram o movimento e a Associação e que são o alicerce de tudo o que a Poemas planeja e executa. A garra e a competência de Soninha à frente da Associação tem contribuído para uma diminuição da (ainda) enorme distância entre escritor/poeta e aluno/leitor, uma vez que as atividades programadas e realizadas pela Poemas sempre tem levado em consideração a aproximação com escolas, professores e alunos.

Sabemos que nossas escolas toleram o que chamo de “livres incursões imaginárias” apenas no período da pré-escola ao trabalhar a educação sensorial. Após essa fase, a tendência é reprimir qualquer manifestação que esteja fora da linguagem articulada. Sabemos também que os cursos de formação de professores de Língua e Literatura no Brasil não “perdem tempo” com o ensino da poesia. Isto posto, como esperar que os alunos que se formarão professores aprendam a gostar e a trabalhar a Língua através desse gênero literário?

É preciso iniciar um processo sistematizado de desmistificação da poesia, quer no âmbito da formação dos professores, quer na formação dos alunos, principalmente no primeiro e no segundo grau.

De uma maneira geral, acredito ser necessário pensar em um ensino da poesia nas escolas que traga como alvo: o desenvolvimento do poder criador da criança; o desenvolvimento da imaginação e da sensibilidade; a iniciação da criança no contexto da arte em geral, além da formação do sentido estético dessa criança.

Acredito também que a escola não poderá dar conta disso sozinha. Será preciso aliar-se, aparceirar-se com instituições que congregam poetas e estudiosos da poesia especificamente e da literatura como um todo, a fim de romper o academicismo intransigente e ultrapassado e deixar a criança, o estudante aprender a “escutar o ritmo do mar”, o que hoje só é permitido aos Poetas.

E é aí que entra o trabalho que vem sendo desenvolvido com competência e perseverança pela Associação Cultural Poemas à Flor da Pele durante todos esses belos anos de existência. Trabalho que é coroado a cada nova produção da Editora Somar.


Pinheiro Neto, Barra da Lagoa/SC, verão de 2014.


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CLASSIFICADO - VENDO CORAÇÃO

Vendo coração.
R$ BEI.J00.00S,00.
Aceito cartas de amor.
Melhor localização.
Lado esquerdo do peito.
Bater silencioso.
Não safenado.
Ampla aorta.
Sangue arterial.
Aurículos perfeitos.
Ventrículos decorados.
Coronárias desentupidas.
Dono sentimental.
Muito por viver.
Única oportunidade.
Melhor investimento.
Nova paixão assegurada.
Garanta já sua felicidade.

(JL Semeador de Poesias, Lapa, em 07/04/2012)




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LI E RECOMENDO (5)






Memória de minhas putas tristes, de Gabriel Garcia Márquez (Prêmio nobel de literatura de 1982), editado pela Record em 2008, com tradução de Eric Nepomuceno é uma inesperada e surpreendente história de amor entre um ancião e uma ninfeta e se insere numa tradição da qual fazem parte Vladimir Nabokov de Lolita, Thomas Mann de Morte em Veneza e Yasunari Kauabata de A casa das belas adormecidas.

Um leitor mais atento vai encontrar nessa obra as principais referências e motivações desse hino de louvor à vida e, por extensão, ao amor, já que um não existe sem o outro no imaginário de Márquez. Apesar de parecer estranho, uma dessas chaves está no conto de fadas A bela adormecida, que, não por acaso, é citado em um momento crucial dessa narrativa ambientada em uma cidade colombiana imaginária, numa época que de tão remota parece imemorial.

A semelhança com a famosa fábula do escritor francês Charles Perrault fica mais explícita na adolescente, que aqui surge dormindo, como se estivesse à espera do seu príncipe encantado. Mas ela também está presente no velho jornalista, narrador dessas memórias, que vai viver cerca de cem anos de solidão embotado e embrutecido, escrevendo crônicas e resenhas maçantes para um jornal provinciano, dando aulas de gramática para alunos tão sem horizontes quanto ele, e, acima de tudo, perambulando de bordel em bordel, dormindo com mulheres descartáveis.

Só quando acorda ao lado da ainda pura ninfeta Delgadinha é que este personagem vai ganhar a humanidade que lhe faltou enquanto fugia do amor como se tivesse atrás de si um dos generais que se revezaram no poder da mítica Colômbia de Gabriel Garcia Márquez. O medo do amor é tão superlativo que o anti-herói dessas memórias vai preferir conviver com a mais terrível ameaça para o macho latino: o fantasma da impotência. E enquanto tivesse forças, resistiria ao poder do amor.

Parte desse medo se deve aos ridículos a que o amor nos expõe, aqui elevado à última potência em cenas como a que o ancião anda numa bicicleta cantando “com ares do grande Caruso”, ou aquela em que destrói um quarto de bordel. E por mais que lidemos com esse sentimento como se fosse um paletó dois números acima do nosso, apenas ele e tão somente ele, o amor, nos faz humanos, como desde tempos imemoriais a arte vem tentando provar. Seja nos boleros mais sentimentais, que ressoam nas paixões evocadas pelos grandes mestres da ficção, ou em obras-primas, como esta. Vale a pena ler! (Orelhas do livro)

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DA SÉRIE “NOSSA LÍNGUA”

Verbos na primeira pessoa do singular:

EU MEÇO             (medir)
EU CAIBO            (caber)
EU VALHO           (valer)
EU PULO              (polir)
EU COMPITO       (competir)
EU ADIRO            (aderir)
EU FREIO             (frear)
EU DIGIRO           (digerir)
EU SUO                (suar)
EU SOO                (soar)
EU ARGUO          (arguir)
EU EQUIVALHO  (equivaler)
EU ANSEIO          (ansiar)
EU RIO                 (rir)
EU OUÇO            (ouvir)


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ITAPEMA (02-08-1947)


Em Itapema não há senão praia e mar; rolos gelatinosos de algas, ríspidos galhos cor de bronze, repelidos pela vaga.

No inverno, após as pesadas chuvas e as longas ventanias, às vezes, se veem, ao comprido das areias, cadáveres de pinguins e velhos corvos de pescoço vermelho batendo as asas e grasnando em torno da carcaça de um golfim.

Mas é sempre a mesma paisagem: ondulações de matos batidos de vento ao lado da terra e que sobem para o alto de outeiros redondos e ramalhudos, onde as palmeiras, como enormes aranhas espetadas há ponta de paus, agitam as longas pernas esfiapadas e verdes.

E longe, muito longe, nos confins do oceano, entre o farol das Cabeçudas e a ponta de Porto Belo, um longo risco azul de ultramar parece arder como uma sarça, por que dele sobem, trêmulos e violáceos, fumos e névoas que se derretem na luz.


(Othon D’Eça, Sete Marinhas, Edições Sanfona, Floripa, 1985)



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CONFRARIA DO POEMA-pn

HÁ UMA CRATERA
NA BOCA
DO [MEU] ESTÔMAGO.
SOLTO O GRITO
DE PAVOR
DE TORPOR.

A CRATERA
QUE HÁ
NA BOCA
DO [MEU] ESTÔMAGO
SÓ AUMENTA –
ME [O] NSTRU [O].


(Pinheiro Neto, Nano poema, 07/11/2013)







quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Edição nº. 57








 PAPO NA CONFRARIA : SALOMÃO RIBAS JUNIOR



1) O que te motivou a escrever?
O que me motivou a escrever e me motiva é a necessidade. No começo a necessidade de provar a mim mesmo que sabia escrever. Depois, a necessidade de ser aprovado na escola. Ao mesmo tempo a necessidade de ganhar dinheiro como redator de rádio e jornal. E hoje a necessidade de buscar a perenidade ou mesmo a eternidade. O escritor sonha em viver eternamente nos seus escritos. Não acreditem em quem disser que quer mudar o mundo.

2) Cite três livros (e respectivos autores) mais significativos em tua vida.
Muitos livros me impressionaram. Reduzir a apenas três é difícil. Digamos que entre aqueles tantos posso destacar: O Egípcio (Milka Waltari), o primeiro livro que li; O Homem Medíocre (José Ingenieros) que me afastou da rotina intelectual e Raízes do Brasil (Sergio Buarque de Holanda) que me ensinou os primeiros passos para compreender o Brasil e os Brasileiros.

3) Indique um livro (Literatura Brasileira) para leitura de: Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior.
Para o ensino fundamental recomendo “O Sítio do Picapau Amarelo” de Monteiro Lobato.
Para o ensino médio “Aos Espanhóis Confinantes” de Othon D’Eça.
Para o ensino superior “Geração do Deserto” de Guido Wilmar Sassi. 

4) Como se dá o processo da escrita em tua prática cotidiana?
Sou muito lento na produção literária. E escrevo pouco nas colaborações jornalísticas. Os meus últimos livros foram ensaios sobre administração, controle público, ética e combate a corrupção. O maior desafio foi pesquisar, ler cerca de 300 livros e escrever tese de doutorado sobre corrupção pública e privada. Procurei conciliar a linguagem acadêmica com texto jornalístico. Felizmente, mereci aprovação “cum laudem” da Universidade de Salamanca. Agora, espero escrever um pouco mais no campo literário. Especialmente para os meus netos estou contando algumas historias de minha infância. 

5) Fale sobre o apoio dispensado pelos setores públicos e privado à literatura.
O incentivo à literatura é pequeno. O poder público, por dever, deveria fazer bem mais do que faz. A iniciativa privada, ainda que por interesse, poderia destinar mais recursos a programas de apoio à literatura. Algumas empresas poderiam destinar alguma coisa porque não investem rigorosamente nada. O pouco que entregam é fruto da renúncia fiscal (incentivos). Não recolhem os impostos e agem como modernos mecenas. Isto é, do seu, não sai nada ou sai pouco.
Do lado do poder público a alocação de recursos para apoiar a literatura não é destacada nas leis (LDO, LOA e PPA). É item perdido entre as dotações para cultura, conceito muito amplo. Bastaria asfaltar meia dúzia de quilômetros a menos, o que em nada altera o programa rodoviário e teríamos cerca de R$ 7 milhões para apoiar a literatura. E outras áreas culturais.        

6) Fale do papel das Academias de Letras em relação à Língua e à Literatura.
As Academias de Letras deveriam ter um papel mais eficaz na defesa da língua portuguesa e no apoio à produção, edição e distribuição de livros. Muito é tentado, reconheçamos, mas há uma certa distância entre as academias e as escolas em geral e universidades em particular. Também é grande a distância com os escritores não integrantes das academias.
Essas distâncias precisam encurtar. É necessária uma aproximação maior com a mídia, em especial a eletrônica. São grandes usuários e difusores da língua. Os seus acertos e erros influenciam a língua falada. Somos muito ausentes do mundo eletrônico que nos cerca. E aí falhamos na parte que nos cabe na defesa da língua.     


(*) Ocupante da Cadeira 38 da Academia Catarinense de Letras.



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POEMAS À FLOR DA PELE, VOLUME 8

REGULAMENTO ( PARTICIPE, AINDA DÁ TEMPO)
  

Nome: Antologia Poemas à Flor da Pele, volume 8
Capa: cordas que lembrem o infinito, ideia da autora e artista digital Iara Pacini
Convidados especiais para o prefácio e orelhas:

Dyandreia Portugal – Rio de Janeiro/RJ (prefácio)
Marco Araujo Porto Alegre/RS (orelha)
Pinheiro Neto – Florianópolis/SC (Orelha)
Sonia Maria Grillo - Vitória/ES -  apresentação
Texto contracapa – Leinecy Pereira Dorneles – Rio Grande/RS

As condições para os escritores participarem são as seguintes:

1 - O volume 8 é promovido por Poemas á Flor da Pele, Editora Somar, realizado em Porto Alegre/RS, responsáveis pela promoção e edição de autores no Brasil.

2 - Estão abertas as inscrições para 30 autores a partir de 15 de dezembro de 2013 a 28 de fevereiro de 2014. Caso o número de participantes ideal seja atingido, as inscrições poderão ser encerradas antecipadamente.  

3 - Poderão participar da antologia todas as pessoas físicas maiores de 16 anos, de qualquer nacionalidade ou residentes em qualquer país, desde que escreva em Língua Portuguesa.

4 – o tema será livre e composto por diversos gêneros literários, sendo que o escritor pode enviar contos, poemas, trovas, haicais, sonetos, crônicas ou outros.

5 - TEXTOS E VALORES

A participação se dará no sistema de cotas, sendo que cada autor deverá proceder ao pagamento da seguinte forma:

Poesia:
- 1 página = 1 poema = foto = um contato = 5 livros = R$ 100,00
- 3 páginas = 3 poemas = foto = um contato = 15 livros = R$300,00
- 5 páginas = 5 poemas = foto = um contato = 20 livros = R$ 500,00

Contos e Crônicas:
- 1 página = 1 conto ou uma crônica= 1 foto = contato = 5 livros = R$ 100,00
- 2 páginas = 1 conto ou uma crônica = 1 foto = contato = 10 livros = R$ 200,00;
Acima de duas páginas, na formatação final, será acrescido sempre cinco livros e o valor de R$ 100,00 por página;

- Os sócios da Associação Cultural Poemas à Flor da Pele terão 20% de desconto, no valor da antologia, desde que em dia com a Entidade;

6 – Informações gerais:

- Os textos recebidos serão examinados por comissão de escritores da Poemas. A avaliação se dará com base nos seguintes critérios: criatividade e originalidade do texto, qualidade e correção do mesmo.

- Os textos devem vir obrigatoriamente revisados, e mesmo assim, será feita análise por pessoa habilitada ou professor, de acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa;

- Ao se inscrever na Antologia o autor autoriza automaticamente a veiculação de seu texto e imagem, sem ônus para a Editora Somar nos meios de comunicação existentes ou que possam existir com a intenção de divulgar a antologia.

- Os participantes concordam em autorizar, pelo tempo que durar a antologia com a editora, que a organização faça uso do seu texto, suas imagens, som da voz e nomes em mídias impressas ou eletrônicas para divulgação da Antologia, sem nenhum ônus para os organizadores, e para benefício da maior visibilidade da obra e seu alcance junto ao leitor.
- É de total responsabilidade dos participantes a veracidade dos dados fornecidos à organização da Antologia.
- Não serão aceitos textos política ou religiosamente tendenciosos, que expressem conteúdo racista, preconceituoso, que façam propaganda política ou contenham intolerância religiosa de culto ou ainda possuam caráter pornográfico.
- Não serão aceitos textos que possam causar danos a terceiros ou que divulguem produtos ou serviços alheios.
- Os textos não deverão ter ilustrações ou gráficos.
- O ISBN é o registro feito pela Editora, mas o ideal é que os autores façam o registro de suas obras junto à Biblioteca nacional.

7  – Outras informações
- Participantes das antologias anteriores (mínimo 3 edições anteriores a novembro de 2013 e/ou  sócios Poemas à flor da Pele) pagarão o preço especial de R$ 80,00 (oitenta reais, a página ). Os pagamentos poderão ser feitos à vista ou em duas parcelas. Sendo o primeiro pagamento até 31 de dezembro de 2013.

- Os valores acima de R$ 300,00 poderão ser parcelados em até duas vezes, a partir de JAN A FEV/2014, sendo obrigatório o pagamento até fevereiro de 2014, que poderão ser pagos em depósitos na conta da Editora Somar
Caixa Federal
Editora Somar
Ag. 0428
operação 003
conta 2471-8

- o comprovante deverá ser obrigatoriamente escaneado e enviado para o e-mail somareditora@gmail.com ou em cheques para o endereço que será informado na adesão do poeta, por e-mail.
- Os poemas deverão ter no máximo 25 linhas e enviados em fonte 12, em Times New Roman;
- enviar uma minibiografia de no máximo 10 linhas, na terceira pessoa, (A4, letra Times New Roman 12);
- enviar uma foto com boa resolução e o e-mail para divulgação;
- não incluiremos links;
- os autores interessados em narrativas que tiverem mais de cinco páginas favor entrar em contato prévio para a negociação do valor;
- os poemas deverão vir revisados;
– os autores ao aderirem por e-mail, concordam automaticamente com as regras de participação na Antologia Poemas à Flor da Pele, volume 8.

8 - PRAZO DE ENTREGA E PAGAMENTO DO MATERIAL:

- o prazo da remessa dos poemas para a antologia oito, Poemas à Flor da Pele, é dia 28 de fevereiro e o pagamento final, consequentemente;
- esclarecemos que prazos são importantes para evitar prejuízos para ambas as partes;
- em caso de desistência de participação na antologia, os valores pagos até 10 janeiro pelos autores, serão devolvidos integralmente;
- após essa data não haverá ressarcimento do valor pago, pois cobre despesas de organização, formatação, capa, registro, issbn, entre  outros; 
- é preferível que a pessoa já envie o valor da remessa junto com os valores da antologia, para assim que estiver pronto o livro ser encaminhado o mais rapidamente possível ao autor, que são R$ 20,00 para 5 livros, R$  30, 00 para 10 livros, R$ 45,00 para 15 livros e R$ 70,00 para 20 livros, de acordo com as tabelas fornecidas pelo correio  ;
- qualquer dúvida a respeito de pagamentos favor entrar em contato pelo e-mail somareditora@gmail.com  ou  heisoninha@gmail.com ou pelo telefone  51-82230759;

  
Soninha Porto
Editora Somar
Poemas à Flor da Pele
somareditora@gmail.com
poemasflordapele@gmail.com
fone: 51-82230759


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O QUE IMPORTA

O meu medroso hímen – oh que pena
não teres sido tu que o golpeaste

o que importa porém veio depois
o que importa foram as labaredas
que soubeste atear em meu pudor
       foram aquelas noites desvairadas
       de carne e de alma conjugadas
       a vararem três lúbricos decênios

o que importa, amor, é este himeneu
- sem os ritos falazes do primeiro –
que juntos celebramos tu e eu.

(Maura de Senna Pereira, Sete poemas de amor, Edições Sanfona, 1985)


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SETE PORÇÕES CIRCULARES


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E então? e então ruma-se para o outro lado da cidade, mais brilhante, mais ameno (?) e é aí que as coisas acontecem, pois haverá o medo que pode se esconder atrás de qualquer fisionomia e olhos e cabelos – o arrepio – e talvez a coceira retorne e a formiguinha também, já que os ladrilhos dessa caminhada são um pouco mais escuros e antigos, toscos mesmo e há toda uma história atrás disso – os passos – quantos deveriam ter sido gastos. Até a transformação, o asfalto bruto, o petróleo. E já começam a existir novamente os alaridos, os lábios, os batons, agora novos, bem vivos e chamativos e até uma ponta de vergonha, de moderação nesse momento, mas sabe-se que... e não adianta relutar com o tempo e deve-se deixar o barco correr já que Georgia está sempre presente mesmo não estando, mas nem por isso deixam-se as armas em casa, o que seria ingenuidade fatal.

(Vinícius Alves, Edições Sanfona, 1986)


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DA SÉRIE “PARA [SÓ]RIR” (recebi de Terezinka Pereira)

A professora pergunta ao aluno:
- Quem escreveu "Os Lusíadas"???...
E o aluno, gaguejando:
- Não sei, professora, mas eu não fui...
E começa a chorar.
A professora, furiosa, diz:
- Pois então, quero falar com o teu pai!
E faz ao pai a queixa:
- Não entendo, perguntei ao seu filho quem escreveu "Os Lusíadas" e ele
respondeu-me que não sabia, que não foi ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não
foi. Já se fosse o irmão, aquele sim é danado...
Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na
passagem pelo posto local da Guarda Civil, encontra com o comandante, que
lhe diz:
- Parece que o dia não correu muito bem para a senhora...
- Pois então, imagine o senhor que perguntei a um aluno quem escreveu "Os
Lusíadas"
 e ele respondeu que não sabia, que não foi ele, e começou a
chorar.
E o comandante:
- Não se preocupe!!!... Chamamos pra cá o moleque, damos-lhe um "aperto" e vai ver como ele confessa tudo.
Com os cabelos em pé, a professora chega em casa e encontra o marido sentado no sofá, lendo o jornal. O marido pergunta:
- Então, como foi o seu dia???...
- Ora, deixe ver. Eu perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas";
começou a gaguejar, disse que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a
chorar. Chamei o pai, que me disse que ele não mente. O comandante da Guarda Civil quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei de fazer???...
O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vai ver que você
mesma escreveu e já nem se lembra mais!!!...

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CONFRARIA DO POEMA-pn

Teces o verso
sem [es]camas.
O verbo,
escamo[teias],
ar[r]anhas.

(Nano poema, Pinheiro Neto, 10/02/2014)







terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Edição nº. 56








PAPO NA CONFRARIA: GILBERTO GERLACH


1-O que te motivou a escrever?

Comecei a me estender mais na escrita com assunto relacionado a Cinema. Já na minha infância dava minhas impressões sobre um filme assistido. Isto se prolongou pela adolescência até que, entre meus 40 e 60 anos o fazia semanalmente, através do Jornal O ESTADO.
A partir de 1979, pelo lançamento de VIAJANTES ESTRANGEIROS NA ILHA DE SC (Ed. Assembleia Legislativa SC), passei tb a me dedicar sobre o tema do passado da Ilha, os navegadores, a comunidade, etc.
Que resultaram nos livros-álbum DESTERRO e SÃO JOSÉ DA TERRA FIRME. Estando no momento debruçado sobre a história da COLONIA ALEMÃ BLUMENAU (em livro-álbum de 800 pgs) e FLORIANÓPOLIS (idem, 732 pgs, os 30 primeiros anos da Cidade).




2-Cite três livros (e respectivos autores) mais significativos em tua vida.

Creio terem sido estes três livros que mais me marcaram nos meus 18 anos: "O Vermelho e o Negro" (Stendhal); "Bodas em Tipasa" (Camus); "Minha Vida e outras lembranças" (Unamuno).



3-Indique um livro (Literatura Brasileira) para leitura de: Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior.

a) "A Superfície" (Ricardo Hoffmann)
b) "Nur" (Salim Miguel)
c) " Mistério de Santa Catarina" (Rodrigo de Haro)


4-Como se dá o processo da escrita em tua prática cotidiana?

Dedico-me a montar minhas impressões textuais ou visuais (fotografias, pinturas, etc) quando estou bastante descansado e pelas madrugadas quando não há a possibilidade de soar o telefone.
É um processo lento pois exige uma maturação, tanto com relação à escrita qto à escolha e montagem das imagens.


5-Fale sobre o apoio dispensado pelos setores público e privado à literatura.

Infelizmente o poder público esta cada vez mais cego com relação `a literatura praticada pelos catarinenses. Basta ver que a Lei Grando não está sendo aplicada. Creio que falta neste setor uma equipe de conhecedores do assunto e não políticos nomeados pela força de partidos.


6- Fale sobre o papel das Academias de Letras em relação à Língua e à Literatura.

As Academias são tentáculos que deveriam ter mais apoio para que pudessem fazer bem o papel de selecionar o que deva ser divulgado, insuflando nas Escolas, nos três níveis, o gosto pela língua falada, pela escrita produzida.


(*) Ocupante da Cadeira 17 da Academia Catarinense de Letras.













Descrição: https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif
Descrição: https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif
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ESTUPRO


O outro lado da face
Era o que restara,
Por isso agarrou a sorte
Das mãos livres
Num lampejo de bicho mulher,
Que sem honra revida
E mata a violência
Para livrar a cara!

A plástica refaz a máscara
O direito absolve o ato,
Mas de fato, quem curará
A alma?


(Ana Luiza, Poemas à Flor da Pele vol. 7, p. 62, 2013)


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AMO ATÉ OS PASSARINHOS


Olhando este lindo mar, só posso relembrar da época em que minha mãe admirava estas ondas, vivas e com um branco azulado transformando nossas manhãs praianas num dos momentos mais felizes que vivi, quando Filipe e Bruno exigiam de mim o banho de mar todos os dias. Isto acontecia nos meses de dezembro até fevereiro, quando ainda estávamos de férias, eu era professora do Colégio Cristo Rei e Quintino Rizzieri e eles estudavam no CCR. Que época feliz! São momentos inesquecíveis e já se passaram 18 anos. Imagino que em algum lugar do mundo, alguém está relembrando do passado: dos seus pequenos, de sua mãe, de sua avó. De uma cidade, das roupas que usavam, da comida que sua mãe fazia nas manhãs de domingo: bolo de fubá, sopa deliciosa, caju, pudim , rosca de polvilho e outras guloseimas. Que saudades! Ou alguém está procurando numa gaveta uma antiga roupa para matar a saudade de alguém. Em outro lugar, em busca das antigas fotografias ou das mais antigas cartas, as mais queridas. Se alguém procurar uma crônica desta escritora, de oito anos atrás, encontrará... Passará seus olhos por curiosidade no que escrevi, hesitará um instante em rasgar, e depois devolverá ao lugar de onde veio... Ele ou ela poderão pensar: “Onde andará esta escritora? Nem me lembrava mais dela. Será que ainda escreve assim ou está escrevendo seu próximo livro? Outros ainda me acompanham semanalmente, e estão recortando todas as crônicas para preservarem a história. Obrigada, se não rasgaram, porque eu sinto uma dor quando alguém joga no lixo, imaginem se rasgar, vai doer mais meu coração. Guarde em algum cantinho, porque escrevi num instante de ternura. Nesta manhã os passarinhos acordaram alvoroçados, a família estava defendendo suas crias, imagino que a maternidade pássara se destacava na estradinha em direção as águas marinhas, porque havia nascido seus filhotes. Através de voos rasantes e agitados sobrevoavam as pessoas que por ali passavam. Dois senhores foram beliscados pelos donos do espaço, e uma senhora gordinha ganhou uma bicada no bumbum. Da minha sacada eu observava e ainda me lembrava da escritora Cecília Meireles “Moro no último andar, aqui tudo é mais bonito ao ver o mar”. Os passarinhos ficaram horas cuidando da rua branca e calorosa neste início de inverno, 28 de maio de 2013. De repente uma menina e sua mãe atravessavam o espaço dos pássaros. Talvez o poeta Pinheiro Neto se estivesse observando a cena escreveria outros poemas, e lembrei-me deste, que ilustra um momento lindo que vivi deliciando-me da comunicação  dos passarinhos: “Quero uma manhã inteirinha, clara, limpinha, com sol, orvalho, beleza. Quero uma manhã manhãzinha, com criança, menininha, cachos dourados, róseas faces, sorriso  doce, palavra paz. Quero uma manhã todinha, mas que comece mais tarde, às nove, quem sabe, ás dez...”(Pinheiro Neto).  E eu? Quero viver feliz até ficar velhinha, e meus cabelos dourados se tornarão prateados, meu sorriso permanecerá escondido através da minha felicidade ao escrever, e olhando para estas águas cristalinas. Aqui a felicidade me acompanha dia e noite, e a escritora que sou ama até os passarinhos...

(Maria de Fátima Pavei, 2013)


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CARTA A EMMA THOMAS (OU AOS)


Ainda sofro as sequelas
das paixões que virão,
dos camaradas futuros
e de todo aquele "spleen" matutino
do orvalho sobre a relva, em que aguardei
de suor forçado,
e de lágrima tardia
e escaldante.

Permeia a carta
no qual o destinatário é a mulher,
fraca e ideal
e que procuro noites a fio,
em que bebo do cinzeiro
e esparramo as cinzas no copo de Gin-Tônica sílaba de desespero:
"Não!"

Mas talvez falte-me mais tônicas
ou mais um etil silábico,
para compor a palavra-mor
chave de todos os apêndices,
que se partilha,
e se justapõe,
envolto pelas Hematomas do sentido.

(Pedro Vieira Homem)

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EDITAL FCBADESC: ÚLTIMAS SEMANAS


O prazo de inscrições para o Edital de Exposições do Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc termina em 27 de janeiro. Artistas e curadores podem enviar seus projetos pelos correios ou entregar diretamente na Fundação, de segunda a sexta, das 12h às 19h. O folder impresso com o regulamento do concurso também pode ser retirado na Fundação e a versão online está disponível em www.fundacaoculturalbadesc.com. Nesta edição foi ampliado o número de selecionados de quatro para sete, com a criação da modalidade curador. Serão contemplados seis projetos de artistas com prêmio total de R$ 7,2 mil e um para o projeto de curador no valor de R$ 2,4 mil.


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HELENA FRETTA ABRE EXPOSIÇÃO DE GRAFITE

             Depois de uma semana grafitando as paredes externas da Helena Fretta Galeria de Arte na rua Presidente Coutinho, em Florianópolis, os artistas Alma Set3, Bug, Dogz, GBA, Tim Tchais, Toy e Wagz, e a fotógrafa Vânia Martins apresentam no interior da casa seus trabalhos no suporte da tela e do papel. A exposição Floripa no Graffiti abre na terça-feira, dia 21, às 19 horas, com imagens de personagens e caligrafias.

             Segundo a marchande Helena Fretta, a proposta de fazer uma exposição com a arte de rua vem sendo planejada há cinco anos, “mas agora surgiu o momento adequado, com uma proposta de reunir sete grafiteiros pelo trabalho reconhecido que eles vêm desenvolvendo na cena artística de Florianópolis”.

A curadoria é da artista plástica e fotógrafa Vânia Martins, que vai expor também fotografias de grafites na Helena Fretta. Serão exibidas fotos na galeria, apresentando, retratando os trabalhos dos grafiteiros Alma Set3, Bug e GBA. Todas as obras estarão à venda.

 A intenção de Helena, ao convidar artistas para grafitar a fachada da galeria e ao promover a exposição, é estimular o mercado do grafite em Santa Catarina. Na opinião da marchande, esta é uma forma de ampliar as possibilidades do idioma do grafite brasileiro, com suas cores e humor que têm sido reconhecido no Brasil e no exterior.
  
O quê: exposição Floripa no Graffiti. Quando: abertura dia 21 de janeiro, às 19 horas. Visitação até 22 de fevereiro, de segunda a sexta, das 9h às 18h30 e aos sábados, das 9h às 13h. Onde: Helena Fretta Galeria de Arte. Rua Presidente Coutinho, 532, Centro, Florianópolis. Quanto: gratuito.

CONTATO

Helena Fretta
(48) 3028-2345, 3223-0913, 9961-9007

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CONFRARIA DO POEMA-pn

Entre tuas coxas
percebo a flacidez
do meu desejo.
Entumecidos pensamentos
resgatam antigos momentos
buscam a posse outra vez.
Sou só
impotente de palavras
pleno de vontades.

(Cena V1, Pinheiro Neto, 2013)